Em Destaque Quinta-Feira, 11 de Janeiro de 2018, 15h:04 | - A | + A

SO PAULO

Febre amarela mata todos os bugios do Horto Florestal

Outras espcies de macacos que moram no parque no foram contaminadas pela doena

Ana Paula Niederauer

DO ESTADO

 

Todas as famílias de macacos bugios (Alouatta guariba clamitans) do Parque Horto Florestal, zona norte de São Paulo, foram mortos pela febre amarela. Ao todo 67 macacos morreram após contrair o vírus da doença.

 

A informação, antecipada nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, foi confirmada pelo secretário de Meio Ambiente do Estado, Maurício Brusadin, em entrevista à Rádio Eldorado. Segundo ele, as famílias de bugios do Horto Florestal foram dizimadas. "Essa é a notícia mais triste. Infelizmente essa população acabou toda morrendo."

 

Ele lembrou, porém, que foi justamente quando o primeiro macaco apareceu morto que possibilitou a descoberta da circulação do vírus no parque e fez com que o governo agisse com rapidez e imunizasse a população do entorno.

 

Segundo o secretário, há 5 famílias da macacos bugios que estão resguardadas no departamento de áreas verdes. "Assim que os cientistas nos derem a garantia de que é possível reintroduzi-los com segurança aos parques, nós vamos fazer isso para recuperar a população de bugios da Cantareira e Horto Florestal", afirmou Brusadin.

 

Ainda de acordo com o secretário, no Horto Florestal, tem espécies de macacos prego (Sapajus sp) e saguis (Callitrix sp -saguis, Calicebus nigrifons-sauá) que não foram atingidas pelo vírus.

 

Nesta quarta-feira, 10, o Horto Florestal, o Parque da Cantareira, na zona norte, e o Parque Ecológico do Tietê, na zona leste, todos da gestão estadual na capital paulista, foram reabertos para a população.

 

Os parques da zona norte foram fechados no dia 20 de outubro, quando houve a confirmação de que um macaco bugio morreu após ser infectado pelo vírus da febre amarela. A unidade localizada na zona leste teve a visitação interrompida no dia 10 de novembro por causa de um macaco infectado levado para tratamento no local.

 

Para visitar as unidades, os frequentadores terão de se vacinar contra a doença. Faixas colocadas nas unidades informam que a imunização deverá ser feita dez dias antes da visita, mas não haverá cobrança de comprovante de vacinação nas unidades.

 

Imunização 

 

A partir de 3 de fevereiro, terá início a vacinação em regiões que ainda não foram afetadas pelo vírus no Estado. A meta é vacinar 6,3 milhões de pessoas de 53 municípios até 24 de fevereiro.

 

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 7 milhões de paulistas tomaram a vacina no ano de 2017. Entre 2007 e 2016, 7,6 milhões de pessoas tinham sido imunizadas.

VDEO

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