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Maioria é contra a presença de homossexuais no Exército

8/2/2010 - 11:22

O site PnB perguntou a seus internautas o que eles achavam da participação de homossexuais nas Forças Armadas. A maioria dos votantes, 55% diz ser contra a presença de homossexuais. Os favoráveis somam 45%. A polêmica quanto a presença de homossexuais nas Forças Armadas teve início quando o general Raymundo Nonato Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, um dos indicados para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), disse que soldados não obedecem a comandantes homossexuais. O general deu esta declaração durante sabatina no Senado Federal.

Segundo Cerqueira Filho, as atividades desempenhadas pelas Forças Armadas não são adequadas a homossexuais. “Talvez tenha outro ramo de atividade que ele [o militar homossexual] possa desempenhar”, afirmou.

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Coronéis aceitam homossexuais na tropa e no comando

O comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Campos Filho e o secretário –chefe da Casa Militar, coronel Alexander Maia afirmaram que não há preconceito referente a presença de homossexuais dentro da PM de Mato Grosso. Mas ambos, em entrevista ao PnB Online,  fizeram restrições de comportamento de homossexuais na tropa ou no comando.Campos Filho e Alexander Maia disseram ainda que nas Forças Armadas a postura em relação aos homossexuais é diferente da adota pela PM/MT.

Para o comandante da Polícia Militar, “não há dentro da corporação nenhum tipo de discriminação, tanto é que não há a preocupação de saber quem é homossexual ou não”. Porém essa discriminação não existe “desde que não atrapalhe a atividade policial militar”.

O coronel Alexander Maia já afirma que há uma predileção por homens heterossexuais na Polícia Militar. “Existe, por conta de sermos militares, uma preferência no que diz respeito a orientação sexual, mas eu nunca vi um soldado ser excluído por conta disso. É uma coisa que você não divulga, mas também não há nenhum tipo de perseguição nem discriminação por conta disso”.

Embora Campos Filho afirme que a corporação respeita homossexuais, faz a ressalva de que existem condições para que isso aconteça.

“Tem alguns fatores que precisam ser levados em consideração. Existe o homossexualismo que nós respeitamos. São as pessoas que se vestem normalmente. Que é homossexual, mas se veste como homem, porque não seria cabível, por exemplo, um homem vestido de mulher e no outro dia estar com farda da polícia. Isso sim de certa forma poderia atrapalhar a imagem do policial perante a sociedade”.

De maneira semelhante pensa o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Maia. “Sem dúvida algum não há problema com homossexuais, desde que eles se comportem de maneira adequada. Mas estou falando da nossa instituição. Desde que a pessoa tenha um comportamento adequado não há nenhum tipo de problema. Claro que sabemos extra-oficialmente de algumas pessoas que tem essa orientação sexual e que não sofrem nenhum tipo de desprestígio por conta disso. Não há nenhuma punição, não deixa de exercer comando nem de ser promovido, faz os mesmos cursos sem nenhum tipo de problema, porque os comportamentos são adequados”.

Ao se referir a comportamento adequado, Maia quer dizer que os homossexuais devem ser semelhantes a qualquer um dos homens heterossexuais da corporação.

“O comportamento adequado é a pessoa se vestir adequadamente, se porta adequadamente, principalmente num ambiente coletivo, sem que haja insinuações de terceiros. A pessoa não deve ter trejeitos, não deve se expor”.  Dessa forma, Maia deixa implícito que não há problemas na homossexualidade, desde que ela não seja conhecida por ninguém, a não ser pelo próprio homossexual.

Homossexuais nas Forças Armadas

Ambos os coronéis concordam que nas Forças Armadas a situação muda. A presença de homossexuais não é bem aceita como na PM de Mato Grosso.

“Nas Forças Armadas é diferente. Você se num dia visse um policial de saia e no outro de farda, teria respeito por ele?  É um assunto que deve ser analisado com calma, porque o homossexualismo em si  tem que ser analisado com carinho e cautela dentro das instituições militares”, ressaltou Campos Filho.

“Com relação ao exército, eles tem os motivos deles, tem outras missões. Diferente da nossa instituição, tem outros objetivos na função deles e que os levam a pensar da maneira como eles acharem que deve ser pensado”, finalizou Maia.

Estados Unidos

A polêmica sobre homossexuais nas Forças Armadas não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, o tema está em discussão no governo. O secretário de Defesa do país, Robert Gates, disse nesta terça-feira diante do Senado que um grupo de trabalho vai estudar a possível anulação de uma lei de 1993 que proíbe o ingresso de homossexuais nas Forças Armadas do país.

O chefe do Estado Maior conjunto Michael Mullen disse à mesma comissão que apoia a suspensão, acrescentando que "isso é o que se deve fazer".A legislação atual, conhecida como 'Don't ask, don't tell', proíbe que soldados gays e lésbicas assumam sua homossexualidade, bem como que eles sejam questionados sobre isso. É a primeira audiência sobre o tema no Congresso desde que a lei entrou em vigor.

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Da Redação PnB Online

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