Em Destaque Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 10h:42 | - A | + A

FIM DA PARALISAÇÃO

Secretaria de Saúde e médicos do Samu entram em acordo

Na reunião, finalizada na noite desta sexta-feira (11), ficou definida uma contratação emergencial dos profissionais, diretamente pela secretaria

DA REDAÇÃO

 

Os médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, entraram em acordo e deram fim à paralisação iniciada da noite desta quinta-feira (10).

 

Na reunião, finalizada na noite desta sexta-feira (11), ficou definida uma contratação emergencial dos profissionais, diretamente pela secretaria. Os serviços foram retomados imediatamente após a reunião.

 

Um médico que pediu para não ter o nome divulgado disse que os profissionais estão com seis salários atrasados. Segundo ele, mais de 60 médicos que atendem na Grande Cuiabá resolveram parar porque não suportam mais trabalhar sem receber.

 

Eles são contratados por uma empresa terceirizada, contratada pela Secretaria Estadual de Saúde. "Nesse período que estamos sem receber, a empresa custeou dois meses de salário do próprio bolso, mas ao todo são seis meses de atrasos de salário", afirmou.

 

De acordo com o médico, a situação se tornou insustentável. "O movimento foi algo espontâneo, porque todos os médicos ficaram bastante revoltados e suspenderam os plantões", disse.

 

O governo contratou emergencialmente uma empresa para gerir o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no estado. O contrato, no valor de R$ 2,8 milhões, foi rescindido no dia seguinte.

 

CONTRATO RESCINDIDO

Um dia após firmar um contrato emergencial para a gestão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o governo de Mato Grosso rescindiu unilateralmente o acordo no valor de R$ 2,8 milhões. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), que circula nesta sexta-feira (11).

 

Por meio de assessoria, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) informou que ainda deve se manifestar sobre o rompimento do contrato.

 

A nova empresa ficaria responsável pela gestão do Samu no estado pelos próximos seis meses. Na ocasião, o governo alegou que o valor estabelecido em contrato é menor que o praticado atualmente e representa economia aos cofres públicos.

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