Política Sábado, 12 de Janeiro de 2019, 11h:15 | - A | + A

MENSAGEM A FORNECEDORES

Mauro Mendes cita dívida de R$ 3,9 bilhões e pede voto de confiança

O governador destaca que os restos a pagar estão acima da capacidade econômica atual e, por isso, foram tomadas medidas drásticas

DA REDAÇÃO

 

Em mensagem aos fornecedores do Estado, divulgada na noite desta sexta-feira (11), o governador Mauro Mendes (DEM) pediu um "crédito de confiança" no trabalho que será feito pelo democrata e sua equipe à frente do Executivo mato-grossense.

 

O comunicado afirma que a equipe assumiu o Governo em  uma situação financeira que todos os fornecedores de Mato Grosso conhecem, com restos a pagar na ordem de R$ 3,9 bilhões.

 

"Os números se tornaram públicos na última semana, após darmos transparência ao cenário econômico e de gestão que encontramos no Estado. São empresas e prestadores de serviço dos mais variados segmentos, que mantêm toda a estrutura do Estado em pleno funcionamento. Desde serviços básicos e importantes como limpeza, alimentação e fornecimento de material de expediente, a compra de medicamentos, locação de viaturas e prestação de serviços médicos e hospitalares", lembra.

 

O governador destaca que os restos a pagar estão acima da capacidade econômica atual e, por isso, foram tomadas medidas drásticas que aguardam agora a aprovação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, entre elas o corte no número de cargos comissionados, de gratificação e contratados; a redução de 24 para 15 no número de secretarias e a extinção de seis empresas públicas; a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, que estabelece normas de finanças públicas que propiciarão a contenção do déficit financeiro, reequilíbrio entre receitas e despesas e recuperação da capacidade de investimento público; estamos propondo também o aumento na contribuição do setor do Agronegócio, com o Novo Fethab, bem como outros ajustes na Tributação para a elevação da receita. Iremos implementar um gigantesco programa de combate à sonegação fiscal.

 

"Todas essas medidas visam o reequilíbrio financeiro do Estado, com a contribuição de todos os setores da sociedade. Nossa expectativa é que, se tudo for aprovado na Assembleia, possamos dar início ao processo de reorganização das contas públicas, com a entrada de mais recursos financeiros nos cofres do Estado e a diminuição dos gastos públicos. Com essas ações acima, queremos demonstrar aos senhores que estamos trabalhando para criar todas as condições necessárias para estancar o crescimento dos restos a pagar e dar início ao processo de quitação dos débitos, para que a população não sofra com a interrupção dos serviços públicos", garante.

 

Por fim, Mauro Mendes reforça que a situação está sendo tratada com a seriedade que ela merece e que "há apenas uma forma que conhecemos para equacionar tudo isso: é colocar Deus na frente e trabalhar. Contamos com a parceria e que depositem um crédito de confiança em nosso trabalho".

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