Política Segunda-Feira, 12 de Março de 2018, 11h:18 | - A | + A

OPERAÇÃO BERERÉ

Não vou carregar carga que não é minha, diz Taques sobre escândalo do Detran

O governador anunciou que não havia rescindindo o contrato pela existência de uma multa de R$ 100 mi

LAICE SOUZA

DA REDAÇÃO

 

O governador Pedro Taques (PSDB) reafirmou que denunciou os contratos entre o Detran e as empresas investigadas por suposto pagamento de propina, na Operação Bereré, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), em fevereiro.

Apesar da afirmação do governador, a gestão dele não rescindiu o contrato com as empresas envolvidas no esquema. Mesmo assim, ele defendeu que não teria ocorrido nenhum tipo de ilegalidade na sua administração.


“Eu não vou carregar carga que não é minha. Todos sabem que o escândalo do Detran eu combati desde quando ainda era senador da República”, disse à imprensa, durante evento nesta manhã, no Cenário Rural.

 

Assim que o caso se tornou público, com a operação, o governador anunciou que não havia rescindindo o contrato pela existência de uma multa de R$ 100 milhões. Contudo, o deputado estadual Zeca Viana (PDT) deu outra informação, da não existência da multa nesse valor.

 

A própria Controladoria Geral do Estado, depois da operação, emitiu parecer para que o Detran assumisse os serviços prestados pela empresa EIG Mercados Ltda.


Entenda o caso

Deflagrada no dia 19 de fevereiro, a Operação Bereré foi realizada pelo Gaeco em parceria com a Polícia Judiciária Civil. O objetivo da investigação é desmantelar o esquema de pagamento de propina no âmbito do Detran, que, em tese, envolveria deputados e políticos.

A empresa FDL Serviços de Registro Cadastro Informatização e Certificação de Documentos Ltda, que atualmente está com o nome de EIG Mercados Ltda, está no centro das investigações.


A suspeita é que a empresa Santos Treinamento tenha sido utilizada como "empresa de fachada", por onde passava a propina, remetida pela EIG Mercados.


Os documentos que alicerçaram a investigação foram entregues pelo empresário e irmão do ex-governador Silval Barbosa, Antônio Barbosa, além dos ex-presidente do Detran Teodoro Lopes, o Doia.


A estimativa é que,  por mês, o valor pago de propina era de R$ 1 milhão.

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