Política Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, 18h:22 | - A | + A

ACUSADOS DE DESVIO

Presidente da Fecomércio e tesoureiro são afastados dos cargos

Afastamento foi embasado em auditoria realizada pelo Senac que comprovou irregularidades, inclusive, praticadas pelo ex-presidente Pedro Nadaf, que é acusado de usar a instituição para lavagem de dinheiro.

LAICE SOUZA

DA REDAÇÃO

 

O presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso), Hermes Martins da Cunha, e o primeiro tesoureiro Paulo Sérgio Ribeiro foram afastados dos cargos, pela assembleia geral dos sindicatos que compõem a federação. A suspensão é pelo prazo de 180 dias.


A suspensão, que ocorreu nesta tarde (14), teve como motivo diversas irregularidades que, supostamente, teriam sido cometidas pelo presidente e pelo tesoureiro. Pesa contra eles a acusação de desvio de verbas da entidade, inconsistências na prestação de contas do ano de 2016, obstrução de provas de fraudes  que teriam sido cometidas na gestão do ex-presidente Pedro Nadaf . O ex-presidente teria utilizado contas bancárias da instituição para lavagem de dinheiro.


Outra acusação é que o atual presidente teria assumido o cargo de forma irregular. Todas as supsotas irregularidades foram descobertas por meio de uma auditoria que foi realizada pelo Serviço Nacional do Comércio (Senac).


O afastamento dos dois dirigentes foi deferido na assembléia por 8 votos a 7. Agora, quem passa a administrar a entidade, de forma interina é o presidente do Sincovaga) Sindicato Varejista de Gênero Alimentícios, João Flávio Barbosa Sales.

 

Durante a assembleia ocorreram agressões contra presidente de sindicatos e um advogado, por um funcionário da Fecomércio.

 

Recurso da defesa

O presidente afastado irá tentar anular a decisão que o afastou do cargo na esfera judicial. A defesa, que é feita pelo advogado Hélio Machado, vai alegar irregularidade na assembleia, pois o estatuto traria a previsão de no mínimo dois terços dos conselheiros deveriam ter votado para convocar a assembleia geral extraordinária, o que não teria sido atingido os dois terços exigidos na lei. Outra suposta ilegalidade na assembleia seria a contabilidade de um voto de um representante de forma irregular.

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