Política Segunda-Feira, 17 de Julho de 2017, 14h:37 | - A | + A

SODOMA 2

Silval confessa cobrança de propina e dinheiro pagou dívida de campanha

Segundo o ex-governador, a propina era de R$ 250 mil, e valor acima disso é mentira. Acompanhe o depoimento.

LAICE SOUZA/ SILVIA DEVAUX

DA REDAÇÃO/ DA REPORTAGEM

 

Com a postura de confessar os crimes que cometeu no comando do Estado de Mato Grosso, o ex-governador Silval da Cunha Barbosa (PMDB) deu início ao seu depoimento à juíza Selma Arruda, da Vara Especializada contra o Crime Organizado, em Cuiabá.


Nos seus primeiros posicionamentos, no processo referente a Sodoma 2, que investiga a cobrança de propina de empresas prestadoras de serviço no período de 2011 a 2014, Silval confessou que recebeu dinheiro da empresa Consignum, responsável pelo crédito consignado aos servidores públicos estaduais.


Ainda segundo ele, o valor pago mensalmente era de R$ 250 mil, diferente dos R$ 700 mil informado no processo por outros depoentes. "O que falarem que for mais que isso estão faltando com a verdade", disse, adiantando que essa quantia era usada para pagamento de dívida de campanha eleitoral.


Sobre César Zilio, que foi seu secretário de Administração, Silval contou que o conheceu na época que foi o coordenador financeiro da campanha dele ao governo e era pessoa da "minha maior confiança".


"No início que ele começou tínhamos muitas dívidas de campanha e vou dizer para a senhora, não existe campanha sem caixa 2 e apenas um terço de tudo é declarado ao Tribunal Regional Eleitoral", contou. Ainda segundo o ex-governador, a dívida de campanha era muito grande.


Ele ainda confessou que depois que César Zílio deixou a pasta quem assumiu foi o então secretário Francisco Faiad. Mesmo assim, Zílio teria continuado a receber o dinheiro por um tempo.

 

Participação de Pedro Elias

Com relação a Pedro Elias, o ex-governador afirmou que o chamou para adjunto na Secretaria de Administração para que pudesse ter controle normal da secretaria, porque tinham muitas reclamações. Depois ele foi levado para o cargo de secretário com a saída de Francisco Faiad para concorrer ao cargo eletivo. "Então foi a única vez a pedi para ele receber da Consignum", contou. "O que sei que ele pagou R$ 600 mil ao Elias [Pedro Elais], do qual ele ficaria com R$ 100 mil. Esse foi o único que Pedro recebeu que eu sei", contou.

 

Ainda segundo Silval, os secretários sabiam e iam "sem reclamar porque estavam levando vantagem. Assim como os empresários. Eles só fazem quando estão levando vantagem". 

 

 

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