Artigos Sexta-Feira, 09 de Outubro de 2020, 14h:25 | - A | + A

'NOVO NORMAL'

Educação profissional e tecnológica em tempos de covid-19

Marcos Vinicius Santiago Silva e Djalma de Castro

Os reflexos da pandemia na economia brasileira foram constatados em diversas áreas: indústria, comércio e serviços. Na educação, não foi diferente. A pandemia provocou a suspensão das aulas presenciais em todos os níveis de formação ofertados nas instituições de ensino. Nada escapou ao isolamento. Do jardim de infância ao ensino fundamental, do ensino médio à graduação, da especialização ao doutorado. Tudo teve que ser repensado e readequado para garantir a saúde de todos.

 

Nasce, então, o “novo normal”. Uma forma diferente de ser e estar no mundo. Um mundo à beira de crises econômicas onde a única saída das instituições é a adaptação às novas relações. Respostas rápidas à crise tornaram-se indispensáveis à sobrevivência e continuidade das empresas no mercado produtivo, donde o impulso ao comércio virtual; uma saída possível e procurada por muitos.

 

Nesse contexto, a demanda por mão de obra qualificada nos vários segmentos da economia não parou de aumentar. É o caso das áreas de tecnologia da informação e comunicação; das áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica; e das áreas de energias renováveis, construção civil, saúde, fabricação e manutenção de equipamentos hospitalares, bem como de prestadores de serviços.

 

A adaptação das empresas, em seus novos processos produtivos e de gestão no cenário atual, pressiona a formação e qualificação de profissionais capazes de atendê-las. O Instituto Federal de Mato Grosso, campus Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva, está atento a essas questões. Seus cursos, de nível médio técnico e superior, dão aos estudantes às características e competências exigidas no mundo do trabalho. Seus egressos estão preparados para solucionar problemas cotidianos, de áreas específicas do mercado.

 

A vantagem dos cursos técnicos, em relação aos superiores, está em sua formação mais curta e pragmática. Algo que possibilita suprir com maior rapidez as demandas e/ou escassez de profissionais nas áreas de tecnologia e serviços. Além do mais, a formação técnica, oferecida pelo IFMT, possibilita aos egressos tanto empreender na criação de seu próprio negócio, quanto dar continuidade a seus estudos em nível superior.

 

Uma formação que, indubitavelmente, busca, por um lado, garantir cidadania aos discente e, por outro, permitir uma formação sólida capaz de atender as expectativas da sociedade e do mercado. Afinal, não existe crise que resista ao trabalho, a cooperação e ao desejo de construirmos um mundo melhor.

 

Professor Marcos Vinicius Santiago Silva, engenheiro, professor do IFMT; e Professor Djalma de Castro Campos, engenheiro e professor do IFMT.

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