Caldeirão Político Quinta-Feira, 11 de Abril de 2019, 07h:21 | - A | + A

Cuiabá 300 anos

Crise na saúde é, também, imoral

A crise na saúde em Cuiabá é, também, de ordem moral, conforme destaca a repórter Camila Ribeiro, do MidiaNews:

 

Os vereadores de oposição protocolaram no Tribunal de Contas do Estado (TCE), nesta quarta-feira (10), uma representação pedindo a suspensão do prêmio-saúde instituído ao secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Anto?nio Possas de Carvalho, e para que ele devolva aos cofres públicos cerca de R$ 31 mil que teria recebido indevidamente.

 

Assinam a representação os vereadores Marcelo Bussiki (PSB), Felipe Wellaton (PV), Abilio Júnior (PSC), Diego Guimarães (PP) e Dilemário Alencar (Pros). De acordo com o documento, o pagamento do prêmio-saúde foi instituído através de uma portaria nº006/2019 assinada pelo secretário.

 

Na portaria, o próprio secretário cria o prêmio para ele mesmo, no valor mensal de R$ 7,8 mil, em janeiro deste ano, com efeitos retroativos a dezembro do ano passado, quando Luiz Antônio assumiu a secretaria com a saída de Huark Douglas, acusado de ser o líder do maior esquema de corrupção na área de Saúde que se mantinha há vários anos.

 

O pagamento do benefício ao secretário, contudo, seria irregular, uma vez que afronta a Constituição e a Lei Orgânica do Município, pois é proibido o acréscimo de qualquer outro tipo de vantagem para além do salário já pago aos secretários, segundo a representação. 

 

Se cabe dúvida de ordem legal, no aspecto moral o prêmio pago a si mesmo revela um cinismo sem precedente, um escárnio com a população que paga impostos e não recebe o atendimento de saúde adequado.

 

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