Caldeirão Político Quarta-Feira, 10 de Julho de 2019, 04h:32 | - A | + A

Escândalo da Grampolândia

Desembargador lembra que juiz e promotor não estão acima da lei

O Ministério Público de Mato Grosso deve uma explicação à sociedade diante da reprimenda pública feita pelo desembargador Orlando Perri. O magistrado criticou a demora e o silêncio dos promotores responsáveis em relação a parte que lhes cabe no processo conhecido como Grampolândia, a escuta ilegal de centenas de cidadãos. 

 

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri, deu 30 dias de prazo para  que as investigações dos processos do caso conhecido como Grampolândia sejam concluídas. Perri, indeferiu o pedido de arquivamento do coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal), procurador de Justiça, Domingos Sávio, e manteve prosseguimento das investigações criminais aos autos do inquérito policial 14729/2019 - representação criminal/ notícia crime.

 

“Costuma-se dizer, equivocadamente, que o inquérito importa apenas para o oferecimento da denúncia. No entanto, é nele que se produzem provas cautelares, irrepetíveis e as antecipadas, que ao juiz, com as bençãos da lei, se permite considerar na função do seu convencimento.”, disse o desembargador na decisão.

 

Orlando Perri deixou claro que se algum juíz ou promotor estiver envolvido neste crime contra o Estado de Direito, a sociedade precisa saber, e que deverão ser punidos como qualquer cidadão. Sem espírito de corpo e sem ninguém acima da lei. É o que a sociedade espera e exige.

 

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

Copyright 2018 PNB ONLINE - Todos os direitos reservados. Logo Trinix Internet