Caldeirão Político Terça-Feira, 06 de Agosto de 2019, 16h:01 | - A | + A

EX-ALIADOS

Ex-governador se irrita com ex-juíza

Pablo Rodrigo

Gazeta Digital

 

 

O ex-governador Pedro Taques (PSDB) reagiu às declarações da senadora Selma Arruda (PSL) que usou a tribuna do Senado nesta segunda-feira (5) para defender o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

 

Selma chegou a citar Taques e o seu primo, ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, como criadores da "grampolândia pantaneira". "Existe no meu Estado, uma tal de grampolândia pantaneira, uma armação que foi feita por um ex-governador e seu irmão, primo, sei lá quem, que visava ouvir ilicitamente alguns políticos e outras pessoas envolvidas...Na verdade eram pessoas oponentes a esse governo", disse Selma.

 

"Espero que ela possa, ao menos, me dar o direito constitucional ao devido processo legal, aliás, como eu entendo que ela também tem direito, em razão de sua condenação unânime por caixa 2 pelo TRE no nosso Estado", disse Taques nesta terça-feira (6).

 

O ex-governador evitou polemizar com a ex-aliada, mas, demonstrou irritação com o posicionamento da juíza aposentada.

 

Taques e Selma estão rompidos desde as eleições de 2018, quando ela, após se candidatar ao Senado na chapa do tucano que tentava a reeleição, decidiu abandonar a coligação após as delações do empresário Alan Malouf e do ex-secretário Permínio Pinto (PSDB) virem à tona.

 

Diante do rompimento, Selma realizou sua campanha em separado, sendo eleita senadora. Já Taques amargou a 3ª colocação.

 

Taques e Selma são citados no esquema de interceptações telefônicas clandestinas. Enquanto os militares acusam Taques de ser o mandante e financiador do esquema de arapongagem para interceptar adversários políticos.

 

Já Selma é questionada pelo motivo de, enquanto juíza, ter inventado uma "estória cobertura" de uma suposta tentativa de homicídio contra a sua vida para interceptar o ex-deputado José Riva e o ex-governador Silval Barbosa.

 

A juíza aposentada também é cobrada a se explicar do motivo de ter encaminhado um ofício para o então governador Pedro Taques (PSDB) em 2017, informando de que houve "barriga de aluguel" durante as operações Forti e Querubim. 

O ato pode ser considerado "quebra de sigilo" por parte da ex-magistrada.

 

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