Caldeirão Político Sábado, 10 de Agosto de 2019, 05h:23 | - A | + A

POLÍTICA NO BRASIL

Medeiros assume a postura de "pitbull" do governo Bolsonaro

 

Da Redação

 

O deputado federal José Medeiros (Pode) parece ter assumido a postura de "pitbull" do governo Bolsonaro: ataca tudo e todos que estejam no caminho do governo Bolsonaro e, em contrapartida, apoia tudo o que seja de interesse da presidência da República. Como secretário da Frente Parlamentar Mista da Liberdade Religiosa, Refugiados e Ajuda Humanitária, o deputado federal José Medeiros (Pode) participou de uma reunião, na última quinta-feira (8), com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. No encontro, Medeiros hipotecou, ao lado de outros membros do grupo legislativo, apoio à portaria recente do Governo Federal para regular o impedimento de ingresso, repatriação e a deportação sumária de pessoa perigosa para a segurança do Brasil.

 

O deputado garante que a medida que não teria endereço certo, expulsar Glenn Greenwald, diretor do The Intercept, que vem revelando conversas entre o então juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato que mostrariam a condução política das investigações e dos processos. “A acolhida humanitária, a não criminalização da migração, bem como a promoção da entrada regular e regularização documental de quem já está aqui são mecanismos necessários e que a portaria não exclui. O que acontece é que existe um estrangeiro agora que está ficando famoso por cometer crimes no Brasil e estão concluindo que tudo isso está sendo feito como um plano de ação para tirá-lo do país, mas não tem nada disso. O que se busca é a construção de instrumentos legais que tirem o Brasil deste estigma de ser rota de fuga de bandido internacional, como foi de Battisti e como nos retratam em Hollywood”, afirma Medeiros.

 

Glenn Greenwald diz que Sergio Moro, se valendo de sua posição de ministro da Justiça e Segurança Pública, e seus defensores, em sua maioria de partidos aliados de Bolsonaro, falam constantemente dos supostos crimes cometidos pela fonte e insinuam que os repórteres e editores do Intercept e dos demais veículos trabalhando em cima desse arquivo são “criminosos” ou “cúmplices” devido ao papel que desempenhamos em expor a verdade. Mas Moro nos chama de “aliados de criminosos”.

 

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