Caldeirão Político Segunda-Feira, 12 de Agosto de 2019, 09h:54 | - A | + A

PSDB calado

Operação Rêmora é tiro na asa dos tucanos

Da Redação

 

O escândalo do desvio de recursos da Educação, na chamada Operação Rêmora, tem um desdobramento político que afeta diretamente um partido em Mato Grosso: o PSDB do ex-governador Pedro Taques e do ex-deputado federal Nilson Leitão. O desgaste tucano terá em breve mais uma rodada de exposição pública: a juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, confirmou para o dia 19 de agosto audiência em que serão interrogados Alan Malouf, Permínio Pinto Filho, Fábio Frigeri, Wander Luiz dos Reis e Giovani Belatto Guizardi, réus em  processo proveniente da Operação Rêmora, por fraudes na Secretaria de Educação de Mato Grosso durante a última gestão do PSDB.

 

A nova data foi estabelecida após audiência de sexta-feira (9), em que houve a oitiva do delator premiado Luiz Fernando da Costa Rondon. A Operação Rêmora desbaratou um esquema de fraudes em obras de reforma e construção de escolas que inicialmente estavam orçadas em R$ 56 milhões. Diversas empresas compunham, segundo o Ministério Público, cartel capaz de gerar favorecimentos e desvio de dinheiro público. O ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, já declarou que Taques e Leitão tinha conhecimento do esquema.

 

O PSDB de Mato Grosso finge que o problema não é do partido, parece mesmo acreditar que se ficar calado e nada comentar ou explicar, o escândalo será esquecido pelo eleitor. É o dilema de ficar entre a cruz e a espada: se disser que quem comete crimes não é o partido mas determinados maus tucanos, terá que nominar e expor Pedro Taques e Nilson Leitão. Um voto do silêncio que pode custar caro ao partido em 2020.

 

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