Caldeirão Político Sexta-Feira, 05 de Junho de 2020, 05h:54 | - A | + A

Eleições americanas

Presidente em campanha perde apoio entre os eleitores evangélicos

Com New York Times e Agência Estado

 

A aprovação do presidente dos Estados Unidos Donald Trump está caindo onde ele não pode se dar ao luxo de perdê-la, entre os eleitores evangélicos, informa nesta sexta-feira (5) o jornal NY Times.

 

A cena armada de Trump segurando uma Bíblia na porta de uma igreja revelou-se um  tiro no pé e está custando caro, politicamente. 

 

Toda a coreografia foi um show de truculência. Os seguranças dispersaram, com violência, os manifestantes que estavam na praça em frente à Casa Branca, abrindo o caminho para o presidente atravessar a pé até a lendária Igreja  de São João e fazer a sua encenação midiática.

 

O efeito da manobra truculenta e da pose encenada: a indignação de líderes religiosos que, enfim, viram o uso político da fé por parte de Trump. O presidente fez pose com a Bíblia na mão mas não se dignou sequer a entrar na Igreja e orar.

 

Se perder realmente a fatia do eleitorado evangélico, a situação de Trump ficará muito complicada para enfrentar Joe Biden, o candidato Democrata, na eleição de novembro.

 

Pesquisas

 

As últimas pesquisas divulgadas colocam Trump em situação difícil em Estados-chave, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo: 

 

Donald Trump vive o momento mais crítico de seu mandato. Além da convulsão social, com protestos se espalhando pelo país, ele enfrenta também uma crise de saúde, com mais de 100 mil mortos pela covid-19, e o colapso econômico causado pela pandemia, que deixou 40 milhões de desempregados. Tudo isso se reflete nas pesquisas divulgadas nos últimos dois dias.

 

Três pesquisas da Fox News - emissora preferida dos conservadores americanos -, indicam o democrata Joe Biden à frente de Trump em Estados-chave: no Arizona (46% a 42%), em Ohio (45% a 43%) e em Wisconsin (49% a 40%). Em uma quarta sondagem, da Quinnipiac University, o presidente lidera no Texas, tradicional reduto republicano, mas por apenas um ponto porcentual (44% a 43%).

 

As pesquisas estaduais são importantes porque a eleição americana é indireta, decidida por um colégio eleitoral de 538 votos, que são alocados de acordo com a população de cada Estado Ou seja, são 50 eleições diferentes, mas apenas uma dúzia delas interessa de fato. Na maioria dos Estados não existe disputa, porque os partidos - Democrata e Republicano - dominam completamente o eleitorado.

 

Para poupar recursos e energia, a campanha presidencial se resume a pouco mais de dez Estados-chave, que serão palco de batalha na votação de novembro. Por isso, os resultados das pesquisas preocupam os aliados de Trump, que vêm tendo de gastar muito dinheiro em publicidade em Estados que antes eram considerados seguros.

 

O último democrata a vencer uma eleição presidencial no Arizona foi Bill Clinton, em 1996. No Texas, um democrata não leva o Estado desde Jimmy Carter, em 1976. Em 2016, Trump também venceu Hillary Clinton em Ohio e Wisconsin.

 

Segundo projeções da CNN, a campanha do presidente já gastou mais de U$ 1 milhão em propaganda em Ohio, Wisconsin e Arizona desde o início do ano. Segundo o analista Chris Cillizza, os recursos empregados nesses Estados significam que a mensagem de Trump, mesmo sendo exibida em massa nas TVs, não tem surtido efeito.

 

Diante desse cenário, Trump se reuniu ontem com os principais conselheiros de campanha. Duas fontes que estiveram na reunião relataram à Reuters que Trump demonstrou frustração com a situação. Pesquisas internas do Partido Republicano também mostram Trump perdendo a disputa para Biden. A Casa Branca aposta na volta à normalidade para que o presidente possa retomar seus megacomícios e eventos de arrecadação de fundos. (Com agências internacionais)

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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