Cidades Terça-Feira, 21 de Maio de 2019, 08h:17 | - A | + A

SECEL

Artistas apontam desorganização da Secretaria de Cultura

Criadores e produtores culturais mato-grossenses criticam atuação da Secel.

Safira Campos

DA REDAÇÃO

Instituto Brasileiro de Museus

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No último sábado (18), comemorou-se o Dia Internacional dos Museus, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Nacionalmente, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lidera a Semana Nacional dos Museus, esse ano ocorrida entre os dias 13 e 17 de maio. As campanhas visam sempre promover, divulgar e valorizar esses espaços, por serem núcleos culturais que ajudam a preservar a identidade e história de um povo.

 

Em Mato Grosso, artistas e produtores culturais comandam uma campanha intitulada ‘SOS Museus MT’, que exige uma efetiva retomada das atividades de museus e espaços culturais atualmente fechados ou sem programação no estado. Além disso, acusam a Secretaria do Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) de não ter propósitos claros para a cultura.

 

A principal pauta da campanha ‘SOS Museus MT’ é a atual situação do Museu Histórico de Mato Grosso, fechado há alguns anos e sem previsão para reabertura. Além disso, a campanha cobra do Governo do Estado que seja estruturado um Sistema Estadual de Museu de Mato Grosso, e a reativação do edital para a gestão do Museu de Arte de Mato Grosso.

 

Para o arquiteto e produtor cultural Jeff Keese, um dos idealizadores da campanha, a atuação da Secel precisa ser mais clara e objetiva no estado: “De forma não esclarecida, e na minha opinião, irresponsável, o edital de gestão do Museu de Arte de Mato Grosso foi cancelado sem justificativa. Até agora nenhuma medida foi tomada em relação do Museu Histórico, que também está fechado. Nós não sabemos como está a conservação do seu rico acervo e nem quais são as pretensões da Secretaria de Cultura. Somam-se questionamentos sem solução”, pontuou.

 

Já a artista plástica Ruth Albernaz, ressaltou a importância dos museus para o reconhecimento da identidade do estado e de seu população: “É uma grande perda para a cultura brasileira, Mato Grosso ter poucos espaços para trabalhar cultura e educação. Os museus não são só para expor arte, mas são para educar, formar pensamento crítico e divulgar produções típicas. Estamos falando, portanto, da identidade da população mato-grossense”, afirmou a artista.

 

 

Para Eduardo Mahon, membro da Academia Mato-grossense de Letras, e intimamente à cultura cuiabana, com os seis meses de atuação da nova gestão, ainda não foi possível reconhecer um plano de trabalho conciso para a cultura. A junção da pasta da cultura com esporte e lazer também não é bem vista por Mahon: “É inegável o problema no Erário de Mato Grosso e a crise generalizada no Brasil. Ainda assim, é ruim constatar que não houve nenhum avanço concreto da nova gestão na área cultural. Eu não vejo com bons olhos a junção das secretarias. Claramente a 'secretaria' de esporte está sendo privilegiada, tanto pelas nomeações, quanto pelas atividade desenvolvidas. Há uma falta de articulação na área da cultura de forma generalizada”, lamentou.

ESCLARECIMENTOS

 

Em resposta à Redação do PNB Online, a Secel afirmou que não reativará o edital de gestão do Museu de Arte de Mato Grosso, por falta de de recursos financeiros. Quanto ao Museu Histórico de Mato Grosso, fomos informados de que não há previsão para que seja reaberto, e, até que o Decreto de Calamidade Financeira termine sua vigência, a Secretaria não deve iniciar qualquer planejamento efetivo nesse aspecto, mas que está aberta ao diálogo com os artistas, disponibilizando horários para o atendimento.

 

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