Política Terça-Feira, 13 de Agosto de 2019, 16h:16 | - A | + A

FRETE TABELADO

Empresário de MT critica. Barbudo defende e diz que governo estuda mudanças

A tabela que estabelece preços mínimos para o frete entrou em vigor em julho deste ano

Suzi Bonfim

da Redação

Desde que entrou em vigor, em 18 de julho, deste ano, a Resolução 5.849/2019, que estabelece uma nova tabela com preços mínimos para o frete rodoviário publicada pela .Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT,  no Diário Oficial da União (DOU), tem gerado insatisfação no setor. O empresário Miguel Vaz Ribeiro, ex-vice prefeito de Lucas do Rio Verde (330 km de Cuiabá), considera que a tabela coloca as transportadoras em desvantagem ao diminuir a competitividade entre elas. 

 

Para o empresário, que também é produtor rural, o impacto é ainda maior em empresas localizadas em estados como Mato Grosso, onde os fornecedores têm custos ainda mais elevados, fazendo com que repensem a cadeia de suprimentos. Segundo ele, com a adoção da nova tabela, o preço do frete foi corrigido em 7,4 pontos percentuais acima do que seria a correção de mercado diante do preço do diesel, principal insumo a ser considerado no custo deste serviço.

 

Miguel Ribeiro, constatou que o estabelecimento de preços mínimos para o frete é uma medida ilusória porque gera um efeito inverso no mercado. “Com a elevação dos preços, entrou na pauta de planejamento de muitas empresas a aquisição de frota própria, fazendo com que as transportadoras possam perder clientes”, destacou.

 

Governo negocia

 

O deputado federal, Nelson Barbudo (PSL), ressaltou que a medida atendeu ao pacote negociado pelo governo federal com os caminhoneiros para acabar com greve da categoria, que durou 11 dias, em maio de 2018. Barbudo lembrou que, na época, os caminhoneiros sofriam com os baixos preços no setor. “Herdamos isso e, desde o início do ano, o presidente Jair Bolsonaro tem trabalhado com vários ministros na construção de uma solução para este impasse. Quem está à frente disso é o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, um dos quadros mais capacitados para tratar do tema”, disse o deputado federal em defesa do governo. 

 

O parlamentar reconhece que é preciso buscar um equilíbrio para que os caminhoneiros não paguem para trabalhar e para que o valor do frete também não inviabilize quem produz. “O Ministro tem se empenhado em negociar, com cada setor, de forma que a tabela não seja mais necessária. Com a retomada do crescimento, oferta e demanda se equilibrarão e o valor do frete voltará a ser, sem tabela”, garantiu Nelson Barbudo.

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