Economia Sábado, 09 de Novembro de 2019, 08h:00 | - A | + A

CONFIANÇA

IBGE aponta crescimento industrial de MT acima da média nacional

Na avaliação de especialista, medidas do Governo do Estado têm contribuído para cenário positivo.

Safira Campos

Da Redação

(Foto: Governo de Mato Grosso)

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Dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada nesta sexta-feira (08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam crescimento industrial de Mato Grosso em setembro de 2019, o mês avaliado mais recentemente. O estado integra o grupo que apresentou desempenho maior que a média nacional.

 

A produção industrial em Mato Grosso teve uma alta de 2%, frente ao aumento de apenas 0,3 do Brasil como um todo. Na avaliação de Gustavo de Oliveira, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), o resultado positivo se deve a um conjunto de fatores que tem aumentado a confiança do empresário do setor. 

 

“O reequilíbrio das contas públicas por parte do Governo do Estado tira um pouco da pressão de aumento de tributos, libera mais o Governo para estar em dia com seus fornecedores e isso é muito positivo. O gás boliviano também contribui para essa melhoria por ser uma matriz energética barata e importante para o setor industrial. Além disso, ainda é necessário ressaltar a importância da estabilização da tabela de frete, que até então contava com uma oscilação que era motivo de insegurança para o empresariado. Então, é um conjunto de elementos”, aponta Oliveira. 

 

O presidente da Fiemt acredita ainda que o desempenho menos satisfatório no âmbito nacional deve-se à instabilidade política que o país tem passado. “No cenário nacional, a confiança do empresariado tem oscilado muito. Os momentos nacionais críticos para o país, como as reformas da previdência e tributária, além do cenário político interno e externo, causam essas oscilações”, avalia. 

 

Entre todos os estados do país, o crescimento industrial de Mato Grosso esteve atrás apenas de Bahia (4,3%), Espírito Santo (2,5%), Minas Gerais (2,4%), Pernambuco (2,3%) e Santa Catarina (2,1%). Outros estados apresentaram queda consideráveis como Pará (-8,3%), Amazonas (-1,6%), São Paulo (-1,4%), Rio de Janeiro (-0,6%) e Goiás (-0,1%).

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