Economia Sexta-Feira, 11 de Setembro de 2020, 14h:44 | - A | + A

QUEDA NA INDÚSTRIA

Produção na indústria em MT tem o pior desempenho do país em julho

A pesquisa nacional divulgada pelo IBGE aponta queda de 4,2% no mês de julho em comparação com mês anterior.

Redação

com Agência Brasil

 

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A produção industrial mato-grossense registrou o pior índice nacional entre os 14 estados analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada esta semana. No mês de julho, em Mato Grosso a queda no setor foi de 4,2% em relação ao mês de junho. Os estados do Paraná e Goiás também tiveram queda, mas o índices não chegam a tanto, foi de apenas 0,3% comparado a junho deste ano.

 

Na comparação anual, Mato Grosso é um dos oito com resultado negativo entre os 15 locais pesquisados pelo IBGE. O percentual foi 4,4% menor que no mesmo período em 2019, superando a queda de 3% da produção nacional, mas ainda em vantagem em relação aos estados do Espírito Santo (-13,4%), Paraná (-9,1%) Pará (-7,5%), Rio Grande do Sul (-7,5%), Bahia (-5,7%) e Santa Catarina (-4,9%).

 

“Em função da pandemia do novo coronavírus, a demanda caiu nos meses anteriores a julho e parte da produção da indústria ficou em estoque. É natural a sobra de estoque e o freio na produção para adaptar o que se tem disponível à demanda atual”, explicou o superintendente da Fiemt, Mauro Santos. Os setores de produção de bebida, madeira e minerais não metálicos são os que mais tiveram queda nas vendas e o maior volume de produtos em estoque, de acordo com a Fiemt.

 

Crescimento a partir de agosto

A expectativa agora é de recuperação com um crescimento de 2% a 4%, em agosto, se comparado com o mês de julho. A entidade tem como base o desempenho em julho, da indústria de alimentos, que registrou um aumento de 2% na produção. Além disso, o desempenho recorde do agronegócio tem reflexos positivos na produção de agroquímicos com um percentual de 24% a mais em relação ao mês passado, considerando o aumento na comercialização de fertilizantes para o plantio da safra 20/21.  

 

O setor empresarial está otimista. “O pior momento da pandemia está passando e a gente acredita que a economia volte a crescer, aumente o dinamismo, o consumo e o consequente aumento da produção industrial a partir de agosto”, afirmou o superintendente da Fiemt.

 

Porém as marcas da pandemia do novo coronavírus no setor serão profundas. “A pandemia vai deixar um rastro de queda na produção industrial em torno de 3%. O comportamento vai ser diferente entre setores, como a de alimentos que está crescendo e outros caindo como o de base florestal”, constatou Mauro Santos.

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