Economia Segunda-Feira, 26 de Agosto de 2019, 13h:24 | - A | + A

AVALONE PREVÊ

"Se o país crescer 4% , em 2 anos temos um apagão"

O deputado estadual é um dos palestrantes do X Seminário de Energia que tem início nesta segunda-feira (26)

da Redação com Assessoria Fiemt

Agência Brasil

ENERGIA ELÉTRICA

 

Nesta segunda feira (26), tem início o X Seminário de Energia, às 19h30, na Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), para discutir o setor no país e no Estado. O deputado estadual, Carlos Avalone (PSDB) afirma que se o  Brasil crescer 4% ao ano, em 2 anos vai haver um “apagão”. “Só não temos problemas de energia hoje no país porque está em recessão. Os projetos de energia estão bloqueados e há uma grande discussão sobre qual a melhor fonte de energia que precisam melhor ser esclarecidas”, constatou Avalone, um dos representantes do segmento na Assembleia Legislativa e vice-presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso  (Sindenergia).

 

Um dos assuntos que preocupam é a questão da energia rural, em Mato Grosso. “O ICMS da energia para os grandes produtores teve um aumento de 33%. Isso significa que industrializar o campo ficou 33% mais caro. Você não consegue colocar uma indústria, na área rural com esta taxação. Os pivôs de irrigação que estão em 140 mil hectares estão inviabilizados”, constatou.  

 

O tema central do seminário que vai ser realizado até quarta-feira (28) é “O impacto dos impostos e do desconhecimento”.  A palestra magna de abertura do evento é com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Hélvio Guerra. Ele abordará sobre “O planejamento energético brasileiro e seus reflexos em Mato Grosso”. Estarão presentes o presidente do Sistema Fiemt, Gustavo de Oliveira, e o vice-presidente da Frente Parlamentar das PCHs, senador Wellington Fagundes.

 

Na terça-feira (27), o seminário começa às 8h30, com palestra sobre abertura do mercado de energia, com o presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), Charles Lenzi. Logo após, às 9h20, o diretor da Electra Energy, Edvaldo Santana, falará sobre “A razão para uma tarifa tão elevada”.

 

Às 10h30, será a vez do presidente da Associação Brasileira de Armazenamento e Qualidade de Energia, Carlos Augusto Leite Brandão, ministrar palestra sobre “Os desafios do armazenamento de energia”. As atividades da manhã terminam com mesa-redonda mediada pelo vice-presidente do Sindenergia, Carlos Avalone.

 

No período vespertino, a palestra “Mais eficiência na geração Hidro e Térmica” reabre os trabalhos, às 14. Ela será ministrada pelo engenheiro Rodrigo Knool, da empresa WEG S.A, que é especialista em geração e automação. Na sequência, o presidente da Sociedade Brasileira de Planejamento, Ivo Leandro Dorileo, falará sobre “Biomassa no futuro da matriz energética”. A última palestra da tarde, às 16h, será proferida pela secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. Ela apresentará a política ambiental brasileira e seus reflexos em Mato Grosso, seguida de mesa-redonda.

 

Como em todos os anos, minicursos são realizados no terceiro dia do seminário, simultaneamente, às 8h. Dessa vez, os temas trabalhados serão tecnologias em turbinas e preço de energia no mercado regulado. O X Seminário de Energia termina com visita técnica ao Centro de Operações da Energisa.

 

Para o presidente do Sindenergia, Eduardo Oliveira, atualmente, há muito desconhecimento sobre o setor. “Por isso, para o seminário de energia, convidamos diversos especialistas para apresentarmos à sociedade os reais motivos que impactam o alto preço da energia, principal insumo do setor produtivo”.










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