Economia Domingo, 18 de Outubro de 2020, 09h:44 | - A | + A

FAZENDA

Superávit em arrecadação garante investimentos em saúde e educação em 2021, afirma secretário

Conforme Rogério Gallo, Mato Grosso tem finanças equilibradas e em breve já poderá voltar a contrair empréstimos com a garantia do Tesouro Nacional.

Safira Campos

Da Redação

Fablício Rodrigues-ALMT

Rogério Gallo

 

Em entrevista divulgada pelo Governo do Estado neste domingo (18), o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, garantiu que Mato Grosso começará fortes investimentos em logística, saúde e educação em 2021, graças ao superávit em arrecadação registrado no segundo quadrimestre do ano. Gallo ainda atribuiu o feito a um “trabalho corajoso” de cortes e reduções do Palácio Paiaguás e da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Mesmo com a crise causada pelo novo coronavírus, o Estado de Mato Grosso apresentou resultados superiores aos de 2019. 

 

Entre maio e agosto de 2020 a receita bruta chegou a R$15 bilhões, enquanto a líquida ficou em R$13,8 bilhões. A expectativa anterior era de receita líquida de R$ 10,8 bilhões. Com os bons resultados, o estado recuperou a capacidade de investimento e registrou um superávit de R$ 2,8 bilhões. “Houve coragem do governador Mauro Mendes, e da Assembleia Legislativa, para chegarmos a este resultado, porque fizemos uma ampla revisão dos incentivos fiscais. Mantivemos os necessários para o desenvolvimento estadual e cortamos ou reduzimos os exagerados”, disse Gallo. 

 

O secretário ainda cita combate à corrupção e o pagamento do Auxílio Emergencial durante a pandemia como fatores decisivos para o bom resultado apresentado pelo Governo. “Este aumento de arrecadação escancara o exagero dos benefícios fiscais praticados até 2019. Aliás, alguns deles concedidos mediante pagamento de propina, como foi reconhecido em delações premiadas. Houve coragem do governador Mauro Mendes e da Assembleia Legislativa para acabar com essa imoralidade. Outro ponto fundamental, para esta performance, foi o auxílio financeiro de R$ 600 pagos a mais de um milhão de mato-grossenses, que injetou quase R$ 3 bilhões no Estado e contribuiu na arrecadação”, afirmou. 

 

Para o Gallo, os números dão fôlego para que o Estado volte a alcançar a capacidade de pagamento para contrair novos empréstimos com garantia do Tesouro Nacional, a juros baixos e longos prazos. O relatório publicado em agosto deste ano pela União mostra que Mato Grosso ainda está na lista de Estados cujo crescimento de despesas aumentou em ritmo superior à inflação em 2018 e 2019. O Estado inclusive terá que restituir ao Erário R$ 643.136,70 pelo não cumprimento na limitação de Despesas Primárias

 

Ainda assim, o chefe da pasta fazendária garante que as finanças do Estado estão em equilíbrio e que a partir de 2021 já serão possíveis investimentos em logística, saúde e educação, quesito em que o Mato Grosso não vai bem. Neste ano, a rede estadual de ensino viu recuar sua nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Serão muitos investimentos em educação. É inadmissível um Estado como Mato Grosso estar em posições tão ruins no ranking do ensino médio, quando comparado a outros Estados com menos recursos. Resgataremos isso”, prometeu o secretário. 

 

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