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Sexta-Feira, 15 de Agosto de 2014, 17h:58 | - A | + A

Advogado diz que mulher de Eder "não sabia de nada"

Ericksen Vital

Mulher é suspeita de apoiar fraudes, diz polícia / Reprodução web Mulher é suspeita de apoiar fraudes, diz polícia / Reprodução web

A empresária Laura Tereza da Costa Dias, esposa do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, começou a prestar depoimento na tarde desta sexta-feira (15) ao juiz da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, no processo em que é ré por lavagem de dinheiro e ocultação de bens, juntamente com o marido e o ex-secretário adjunto do Tesouro de Mato Grosso, Vivaldo Lopes e o gerente do Bic Banco Luiz Carlos Cuzziol.

Responsável pela defesa de Laura Tereza da Costa Dias, o advogado Marden Tortorelli atendeu a imprensa minutos antes de entrar na audiência de instrução processual. O assessor jurídico seguiu a linha de defesa já ditada anteriormente. "A Laura Tereza não sabia das operações conduzidas pelo marido Eder Moraes. Ela apenas assinava documentos. Na relação conjugal, ficou acertado que o Eder Moraes cuidaria das empresas e a Laura Tereza cuidaria da casa", disse.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, Laura Tereza da Costa Dias seria mera de "testa-de-ferro" do marido. A microempresa que leva seu nome  recebeu de forma fracionada remessas de dinheiro entre 2009 e 2010 no valor total de R$ 565,5 mil a pedido de Éder Moraes, acusado de atuar como operador de amplo esquema de lavagem de dinheiro.

Uma espécie de banco clandestino serviria para abastecer caixa 2 de campanha eleitoral, comprar sentenças judiciais, pagar propina a autoridades e até comprar cadeira de Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Conforme Tortorelli, a empresa Laura Tereza da Costa Dias M.E foi criada com o planejamento de cuidar da carreira da filha de Eder Moraes, Monize Costa, que tinha a ideia de ser cantora. "A empresa foi fundada em 1995 com essa ideia, mas não deu certo e passou a cuidar de realização de eventos. Mas isso ficaria a cargo do Eder Moraes e não da sua esposa, que somente assinava cheques e cumpria ordens".

Questionado se a tática de defesa não poderia incriminar Eder Moraes, Tortorelli afirma que não pode fazer essa avaliação. "Isso só pode ser avaliado pelo juiz. Não posso dizer nada a respeito disso".

Ontem, Eder Moraes prestou depoimento à Justiça Federal. Na ocasião, foi questionado a respeito da documentação apreendida em sua residência durante a quinta fase da Operação Ararath. As audiências de instrução processual são fechadas ao público, embora não haja mais segredo de Justiça na primeira instância da Justiça Federal.

(Reportagem Rafael Costa Rocha - FolhaMax)

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