Geral Terça-Feira, 30 de Junho de 2020, 09h:56 | - A | + A

CONSULTA

Associação de professores pretende boicotar eleições para Reitoria da UFMT

Entidade faz conclame para comunidade acadêmica não participe do processo eleitoral.

Da Redação

(Foto: UFMT)

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Após o Colégio Eleitoral Especial da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) ter negado um pedido para que voltasse atrás e garantisse paridade no voto de professores, técnicos e estudantes na consulta para a escolha do novo reitor, a Associação dos Docentes da instituição anunciou que pretende boicotar a votação. A entidade representativa afirma que a reunião que instalou o Colégio Eleitoral para realização do pleito não cumpriu protocolos regimentais e que as deliberações foram feitas de forma antidemocrática. 

 

“A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso - Seção Sindical do ANDES - Sindicato Nacional (Adufmat-Ssind) não legitimará qualquer eleição para a Reitoria da instituição feita de maneira antidemocrática. Reivindicando a prerrogativa constitucional de autonomia universitária, o sindicato está conclamando a comunidade acadêmica a não participar do processo via conselhos, e apontando diversos motivos para um boicote”, traz o texto divulgado pela Adufmat. 

 

A quebra da paridade, isto é, igualdade de peso dos votos de docentes, técnicos administrativos e estudantes é um dos problemas indicados pela entidade. O Conselho da UFMT alega que a legislação versa sobre pesos diferentes, e realizar uma consulta que ignore isto neste momento poderia fazer com que o processo não fosse reconhecido pelo Governo Federal. 

 

“Neste ponto, a lei 5.540/1968 é explícita, em seu artigo 16, inciso III: ‘em caso de consulta prévia à comunidade universitária, nos termos estabelecidos pelo colegiado máximo da instituição, prevalecerão a votação uninominal e o peso de setenta por cento para a manifestação do pessoal docente em relação à das demais categorias’. Essa porcentagem é a mesma prevista para a formação do Colégio Eleitoral Especial”, justifica a instituição. 

 

A Adufmat ainda sugere que o mandato do atual reitor, Evandro Soares, seja prorrogado até que acabe a emergência global de saúde. “Para o sindicato, a universidade não pode fingir que nada está acontecendo e, simplesmente, tocar o barco. Há uma pandemia que atinge o mundo, já matou quase 60 mil brasileiros em apenas três meses (...). Por isso, o sindicato defende que a UFMT não pode ficar indiferente, devendo suspender a eleição, prorrogar o mandato do atual reitor e concentrar sua atuação no combate ao coronavírus.”

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