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Sábado, 15 de Maio de 2021, 15h:06 | - A | + A

JERUSALÉM

Bombardeio israelense destrói prédio da AP e da Al-Jazeera

Neste sábado, ataque de Israel matou 10 pessoas de uma mesma família, incluindo 8 crianças, em campo de refugiados em Gaza

O Globo e New York Times

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Um bombardeio do Exército israelense destruiu um prédio na Faixa de Gaza com escritórios da agência de notícias AP e da emissora Al-Jazeera neste sábado. Durante a madrugada, um ataque israelense também atingiu o campo de refugiados de Al-Shati, em Gaza, matando dez pessoas de uma mesma família, incluindo oito crianças.

 

O confronto entre Israel e o Hamas, o mais violento desde que o território palestino foi invadido em 2014, entrou no seu sexto dia neste sábado. Até agora, 140 palestinos morreram em Gaza, sendo 39 deles crianças ou adolescentes, segundo autoridades médicas do enclave. Em Israel, foram dez pessoas mortas, incluindo duas crianças.

 

As Forças de Defesa de Israel disseram que tinham dado um aviso prévio e "tempo suficiente" aos civis no prédio al-Jalaa, onde trabalhavam os jornalistas da agência e da emissora para a evacuação do edifício. No Twitter, a Al-Jazeera afirmou que militares israelenses deram uma hora para que eles se retirassem do prédio de 12 andares.

 

Não houve feridos entre as equipes de jornalismo, mas o presidente da AP, Gary Pruitt, publicou um comunicado classificando o ataque ao prédio como "incrivelmente perturbador".

 

"Estamos chocados e horrorizados que o Exército israelense tenha tido como alvo e destruído o prédio sediando o escritório da AP e de outras organizações em Gaza. Eles conhecem há muito tempo a localização do nosso escritório e sabiam que jornalistas estavam lá", escreveu Pruitt, confirmando que receberam um aviso de que o edifício seria atingido. "Nós evitamos mortes por pouco. Uma dúzia de jornalistas da AP e freelancers estavam no prédio, e felizmente fomos capazes de evacuá-los a tempo."

 

"O mundo ficará menos informado sobre o que está acontecendo em Gaza por causa do que aconteceu hoje", acrescentou.

 

A reação do canal árabe Al-Jazeera foi ainda mais contundente, classificando como "crime hediondo" o ataque. "O objetivo deste crime hediondo é silenciar a mídia e esconder a carnificina e o sofrimento indescritível do povo de Gaza", disse Mostefa Souag, diretor-geral da rede Al-Jazeera. Em comunicado, a emissora disse que processará Israel pelo ataque.

 

As Forças de Defesa de Israel justificaram o ataque ao prédio com os escritórios dizendo que havia recursos militares pertencentes ao Hamas no edifício. "O prédio também abrigava escritórios de veículos de comunicação civis, atrás dos quais o grupo terrorista Hamas se esconde e que usa como escudos humanos", afirmou o Exército. 

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