Geral Quarta-Feira, 27 de Maio de 2020, 12h:40 | - A | + A

PANDEMIA

Cerca de 86% dos mortos por covid-19 em MT eram do grupo de risco

Maior parte das vítimas tinha hipertensão, diabetes ou cardiopatia, com associação entre duas ou até três dessas doenças.

Safira Campos

Da Redação

O número de óbitos em razão de Covid-19 chegou a 43 em Mato Grosso, de acordo com o último relatório da Secretaria de Estado Saúde (SES-MT) disponibilizado no final desta terça-feira (26). Cerca de 86,04% dos mortos tinham alguma doença crônica confirmada, como hipertensão, obesidade ou diabetes, e portanto, faziam parte do que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou como grupo de risco. 

 

Entre os que não sobreviveram à doença e não tinham nenhuma comorbidade, estão um homem de 34 anos, em Aripuanã, que foi a terceira vítima do estado; um homem de 48 anos em Andradina; e um bebê indígena do povo Xavante no município de Alto Boa Vista, que tinha apenas 8 meses de idade. Em outros três casos a SES ainda não confirmou se as vítimas possuíam alguma doença que as colocasse no grupo de risco. 

 

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Dos 37 casos restantes, 24 tinham Hipertensão, 21 Diabetes, 1 Neoplasia, 6 Cardiopatia, 9 Obesidade, 1 Hepatopatia, 5 Doença Renal, 1 possuía Câncer, 1 Pneumopatia e 1 tinha DPOC, que é um grupo de doenças pulmonares que bloqueiam o fluxo de ar e dificultam a respiração. A maior parte das pessoas tinha mais de duas ou três doenças dessas associadas. 

 

As doenças crônicas, consideradas como risco para quadros mais graves da infecção pelo novo coronavírus, costumam ser mais frequentes em populações mais pobres. Cuiabá possui elevadas taxas de presença dessas doenças, segundo dados de 2019 do Ministério da Saúde, com destaque para Hipertensão Arterial (23,7%), excesso de peso (60,7%) e obesidade (23,0%), sendo maiores prevalências entre os indivíduos de menor escolaridade. 

 

Hábitos e doenças crônicas nos cuiabanos

 

Ainda de acordo com o mesmo relatório do Ministério da Saúde, Cuiabá está entre as capitais nas quais seus habitantes mais consomem refrigerante, menos se exercitam e passam mais tempo livre vendo televisão ou usando computador, tablet ou celular. Cerca de 44% da população tem prática insuficiente de atividade física, enquanto 58% passam mais de 3 horas ociosos em frente a um aparelho eletrônico.

 

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