Geral Quarta-Feira, 12 de Junho de 2019, 12h:49 | - A | + A

PREFEITURA DE CUIABÁ

Em audiência, representantes populares contestam edital de transporte público

Entre os apontamentos de maior destaque à licitação, estão a baixa exigência de ar condicionado na frota e a duração do contrato, que pode chegar a 30 anos.

Safira Campos

PNB Online

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Aconteceu nesta quarta-feira (12), na Câmara Municipal de Cuiabá, uma audiência pública que teve como objetivo discutir o novo edital de licitação do transporte coletivo da capital. A reunião pública foi presidida pelos vereadores Diego Guimarães (PP) e Dilemário Alencar (PROS) e contou com a presença do secretário de mobilidade urbana, Antenor de Figueiredo Neto, além de representantes dos trabalhadores, dos empresários, pesquisadores e da população em geral usuária do transporte público.

A razão da audiência, segundo Diego Guimarães, era em conjunto com todas as frentes interessadas no tema, elencar propostas e apontar possíveis falhas no edital lançado pela Prefeitura no final de maio.

Entre os apontamentos, a contestação de maior destaque é o tempo de contrato estabelecido pela licitação. Segundo o edital, a empresa que ganhar o processo recebe o direito de operar por 20 anos na capital, prorrogáveis por mais dez, o que faria uma mesma empresa ser responsável pelo transporte coletivo de Cuiabá até o ano de 2050.

Outro ponto questionado foi o fato do edital estabelecer como exigência apenas 30% da frota dos ônibus com ar condicionado, algo considerado insatisfatório. Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso (CUT-MT), João Luiz Dourado, que se manifestou durante a audiência, a condição proposta pela Prefeitura não atende à realidade cuiabana: “os trabalhadores sofrem em ônibus sem ar condicionado. Moramos em uma das cidades mais quentes do país. Precisamos de 100% da frota com ar condicionado”, pontuou.

Além disso, visto que a tarifa da passagem já apresentou alteração neste ano, o secretário da SEMOB, Antenor de Figueiredo, foi questionado quanto à possibilidade de atualização do valor no próximo ano. Segundo Figueiredo, o aumento pode ser considerado como certo: “Neste ano de 2019 não houve aumento, logo, conforme previsto, haverá em 2020. Provavelmente no começo do ano, em janeiro”, afirmou.  

Os apontamentos apresentados na audiência deverão ser encaminhados ao Poder Executivo da capital ainda esta semana.

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