Geral Terça-Feira, 02 de Junho de 2020, 14h:45 | - A | + A

ELEIÇÕES

Em razão da pandemia, reitor pode ter seu mandato prorrogado na UFMT

Representações da comunidade acadêmica defendem que pleito seja adiado, pelo menos, até o final do ano.

Da Redação

UFMT

Reitor UFMT Evandro Soares

 

O desejo das representações da comunidade acadêmica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é de que o mandato do atual reitor da instituição, professor Evandro Soares, seja prorrogado pelo menos até o final do ano. O mandato encerraria-se em outubro, mas em razão da pandemia, professores, técnicos e estudantes seriam favoráveis ao adiamento do próximo pleito. 

 

Historicamente, o processo eleitoral é realizado de forma conjunta pelas entidades, onde uma consulta paritária entre técnicos, professores e estudantes é realizada. O nome mais votado é referendado pelo Conselho Universitário e enviado para aprovação presidencial e seguinte nomeação no cargo. 

 

O processo eleitoral já vem sendo pauta de reuniões do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) desde o ano passado, quando o Governo Federal emitiu a Medida Provisória (MP) 914/19. À época, o Colégio Eleitoral Especial decidiu adiar o processo de indicação de novo reitor para que os trâmites não ocorressem nos moldes da MP assinada por Bolsonaro. 

 

Para a representante do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da UFMT (Sintuf-MT), Marillin Castro, não há segurança para que o pleito seja realizado conforme previsto tradicionalmente. “Nós debatemos muito a realização de uma eleição online,  porém o consenso é que este processo seria excludente e poderia não representar a vontade do eleitor. Nem todos os alunos têm acesso a internet, além de muitos aposentados que também teriam dificuldade”, afirmou. 

 

A intenção é que a eleição seja adiada para o final do ano, de forma presencial, para que os esforços da comunidade acadêmica continuem voltados em auxiliar o Estado no estudo e no combate à pandemia do novo coronavírus. Representando a Associação dos Docentes, a professora de Serviço Social, Lélica Lacerda, reforçou a preocupação com o avanço da pandemia.

 

“Acompanhamos projeções de dados onde milhões de pessoas serão contaminadas. Existe o risco de mais de um milhão de brasileiros perderem suas vidas. Ações que defendem a normalidade da nossa sociedade são criminosas, são a defesa de um genocídio da população brasileira”, afirmou. 

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