Geral Sexta-Feira, 18 de Setembro de 2020, 11h:15 | - A | + A

DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

Em visita de Bolsonaro a Sinop, manifestantes cobram atuação do Governo Federal contra incêndios

Cartazes lembraram dados que mostram devastação ambiental histórica vivida por Mato Grosso este ano.

Safira Campos

Da Redação

Luis Ohira

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Um grupo de manifestantes esteve no aeroporto de Sinop na manhã desta sexta-feira (18) para acompanhar a chegada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao estado de Mato Grosso. O ato aconteceu em protesto à atuação do Governo Federal no combate aos incêndios que vêm tomando conta dos três biomas de Mato Grosso nos últimos meses - Amazônia, Cerrado e Pantanal.

 

Bolsonaro veio ao estado líder de focos de queimada em todo o país visitar a usina agroindustrial Inpasa e receber homenagens da Prefeitura Municipal e do Sindicato Rural de Sinop. Pela tarde, o presidente segue para Sorriso, onde deve visitar a usina de etanol da Fueling Sustainability Bioenergia (FS) e participar do lançamento da safra nacional de soja.

 

Até esta sexta-feira, os satélites do Inpe já registraram 36.432 focos de calor no estado este ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O bioma mais afetado é o Pantanal, que já teve cerca de 20% de sua extensão atingida pelo fogo. As imagens da vegetação queimada e animais incinerados têm chamado a atenção do Brasil e do mundo.

 

Nesta manhã, os manifestantes carregavam faixas que diziam “Fora Bolsonaro” e cartazes que traziam manchetes de jornais que alertavam sobre destruição recorde vivida esse ano. “A quantidade de incêndios nas florestas brasileiras já subiu 10% em 2020. O crescimento mais alarmante é no Pantanal. Este já é o maior índice de queimadas para o bioma em um ano”. 

 

Nesta quinta-feira (16), Bolsonaro mais uma vez minimizou a situação que vem afetando a vida de milhares de brasileiros. Em entrevista na entrada do Palácio da Alvorada em Brasília, o presidente culpou ONGs e disse que há situações piores pelo mundo. “Tem críticas desproporcionais à Amazônia e ao Pantanal, né. Califórnia está ardendo em fogo. A África tem mais fogo que no Brasil. Tem muita terra que ONG botou laranja aqui, então o lobby é enorme para você não fazer a regularização (fundiária) também”, disse. 

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