Geral Quinta-Feira, 22 de Outubro de 2020, 11h:35 | - A | + A

ETNODESENVOLVIMENTO

Indígenas buscam geração de renda na produção de cacau no nortão de MT

Programa MT Produtivo deve auxiliar no beneficiamento e comercialização do fruto na aldeia Apoena Meirelles.

Safira Campos

Com informações da Funai

Reprodução / Os Paiter Suruí

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Indígenas da etnia Paiter-Suruí, na aldeia Apoena Meirelles, localizada em Rondolândia (1150 km de Cuiabá), estão recebendo apoio da Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) para o investimento na produção de cacau, por meio do programa MT Produtivo. A iniciativa baseia-se na ideia de etnodesenvolvimento, que tem como princípio a autonomia econômica de povos originários a partir de preceitos de sustentabilidade. 

 

A aldeia Apoena Meirelles localiza-se dentro da Terra Indígena Sete de Setembro, que também se estende pelo estado de Rondônia. Entre os Paiter Suruí, também há plantações de banana e de café, atividades que auxiliam na sobrevivência dos indígenas. O programa implantado na aldeia, que também conta com a participação Fundação Nacional do Índio (Funai), busca auxiliar na plantação, manejo e beneficiamento da produção de cacau. 

 

De acordo com a coordenadora regional da unidade da Funai em Cacoal (RO), Lílian Félix Borges, “iniciativas produtivas como a produção de cacau são fundamentais para a busca da autonomia dos povos indígenas para garantir a geração de renda e segurança alimentar nas aldeias”, afirma. 

 

Funai

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Visita da Empaer à aldeira Apoena Meirelles.

Por meio do programa, a comunidade indígena vai receber cerca de 3 mil mudas de cacau prontas para o plantio. “A previsão é de que a produtividade seja de três a quatro toneladas de cacau in natura por hectare ao ano”, comenta o técnico da Empaer, Tiago Lagares, que esteve na aldeia para a implantação do programa que também realizará a comercialização da safra de cacau produzida pela comunidade indígena.  

 

Além da produção de cacau na Terra Indígena Sete de Setembro, a Funai tem trabalhado no suporte ao plantio de grãos do povo Paresi, que tem aldeias localizadas a oeste do estado. As consequências da intensificação do contato com não-indígenas são consideradas graves por indigenistas, como a quase extinção de um de seus dialetos e perda de áreas de habitação. Ao longo dos anos, eles vêm tentando encontrar novas formas de sobrevivência e de estratégias de geração de renda, especialmente interessados na preservação e conservação de suas áreas.

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