Geral Sexta-Feira, 05 de Julho de 2019, 13h:21 | - A | + A

PANTANAL-MT

Maior parte de turistas é estrangeira

Cerca de 90% das pessoas que visitam a maior planície inundável do planeta são estadunidenses ou europeias; saiba o porquê.

Safira Campos

DA REDAÇÃO

(Foto: Marcos Vergueiro / Governo do Estado de Mato Grosso)

Pôr do sol no Pantanal

Pôr do sol no Pantanal

Considerado Patrimônio Natural Mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) o Pantanal tem uma rica diversidade de fauna e flora. Estima-se que concentre cerca de 34% de todas as aves catalogadas no Brasil, além de apresentar características da vegetação de outros três biomas: Floresta Amazônica, Cerrado,Caatinga e Mata Atlântica. Apesar de tanta riqueza, brasileiros não têm a região, que abrange Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, como uma grande rota de turismo. O público chega a ser de 90% de estrangeiros, vindos principalmente dos Estados Unidos e da Europa. 

A explicação para a pouca procura nacional pode ter razão econômica. Visitar a maior planície inundável do planeta tem muitas chances de ser dispendioso. Em Poconé, a diária para duas pessoas em uma pousada pode chegar a mais de R$ 900 reais na alta temporada, sem a inclusão de passeios, contratação altamente recomendada devido às áreas alagadas. Um safari fotográfico pela rodovia transpantaneira, de onde se pode observar bichos exóticos como jacarés, onças e araras, pode sair a R$500 para um casal. O gasto médio por turista é de R$3.500, para uma estadia de aproximadamente quatro dias.

Pesquisas internacionais apontam que o local tem grande potencial para a exploração turística sustentável, mas seria necessário investimento que fomentasse o desenvolvimento da região: “apesar do potencial, o Pantanal necessita de ações para acelerar a implementação de um processo de plano de manejo em suas áreas protegidas, possibilitando seu uso público e a criação de legislação específica sobre o desenvolvimento da atividade florestal”, afirmam os pesquisadores Fernando Tortato e Thiago Izzo, em artigo publicado no jornal científico ‘Perspectives in Ecology and Conservation’. 

Em maio deste ano, o Governo do Estado, por meio da pasta adjunta de turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), discutiu em audiência pública um ‘Plano de Marketing do Pantanal’, elaborado pela empresa Pires e Associados, ganhadora do processo licitatório para realizar um estudo para avaliar os potenciais turísticos da região. 

Segundo informa o site da Pires e Associados, até 2023, o plano sugere o cumprimento de metas como: “estruturar e qualificar os atrativos culturais como produtos turísticos de forma a agregá-los à oferta local; ampliar e diversificar a presença da oferta turística do Pantanal mato-grossense nos mercados geográficos e aumentar a cota de mercado de turistas brasileiros de natureza do Pantanal mato-grossense”.  

Na tentativa de saber como as metas serão implementadas, a redação entrou em secretário adjunto de  Turismo, Jefferson Preza Moreno. Não houve, entretanto, respostas para os questionamentos.

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