Geral Sexta-Feira, 19 de Julho de 2019, 10h:05 | - A | + A

EDUCAÇÃO

MEC faz campanha difamatória contra Reitoria da UFMT, diz associação de docentes

Representantes da comunidade acadêmica temem que interesse do Governo Federal seja afastar a reitora e implantar espécie de interventor na universidade.

Safira Campos

DA REDAÇÃO

Repórter MT

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Para Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), o Ministério da Educação (MEC) tem feito uma campanha difamatória contra a Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), atualmente na gestão da Profª. Myrian Serra. Pelo Twitter, o ministro Abraham Weintraub chegou a afirmar que pretende ir à Justiça contra a reitora depois que os cinco campi da universidade ficaram sem fornecimento de energia elétrica na última terça-feira (16). 

O ministro argumenta que foi enviado à UFMT um montante de R$ 4,5 milhões, que não teria sido repassado pela gestão à Energisa e assim resultado na suspensão do serviço de energia elétrica na universidade esta semana. A reitora esclareceu, na tarde de quarta-feira (17), que a verba ainda não estava disponível nas contas da instituição e que por isso o pagamento não foi feito a tempo.

Em nota publicada nesta sexta-feira (19), a Adufmat declarou acreditar que interesse do Ministério é retirar Myrian Serra, indicada em votação por professores, técnicos e estudantes, e implantar um interventor, que não represente oposição ao governo.

“A razão do ataque é bastante cristalina: retirar a reitora que se opôs ao contingenciamento para colocar um interventor que irá orquestrar a privatização da universidade, retirando do caminho todos que demonstrarem resistência, em especial os movimentos sindicais e estudantis”, diz a nota. 

DEPUTADO PEDE AFASTAMENTO DA REITORA AO MEC E SENADOR CLASSIFICA PEDIDO COMO 'BABAQUICE'

Além das ameaças de processo feitas pelo ministro, por conta do corte na energia, o deputado federal José Medeiros (PODEMOS) encaminhou um documento ao MEC em que pede que seja instaurada uma auditoria na universidade e que a reitora seja afastada até que o processo seja concluído: “é necessário que as universidades não ajam como se fossem soberanas”, disse. 

Para o senador Jayme Campos (DEM), o pedido do deputado não tem fundamento. Após cerimônia em homenagem ao ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, em Cuiabá, o parlamentar fez críticas ao documento encaminhado por Medeiros: “Isso não tem fundamento. Por que atrasou, não pagou a conta e cortou a luz? Acho uma puta babaquice”. 

Procurado pela redação, o deputado preferiu não comentar a declaração do senador.

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