Geral Quarta-Feira, 06 de Novembro de 2019, 09h:06 | - A | + A

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Militares suspeitos de grampo vão a julgamento nesta quarta

Os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Barros, tenente-coronel Januário Batista e o cabo Gerson Correa Júnior respondem pelos crimes de ação militar ilícita e falsificação de documentos.

Suzi Bonfim

da Redação

 

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Cel Zaqueu Barbosa

 

Nesta quarta-feira (6) tem início o julgamento dos militares suspeitos de envolvimento na instalação de um núcleo clandestino de escutas telefônicas em Mato Grosso, conhecido como Grampolândia Pantaneira. Vão a julgamento os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, o tenente-coronel Januário Batista e o cabo da PM Gerson Corrêa Júnior. O julgamento vai ser realizado pelo juiz da 11ª Vara Militar, do Fórum de Cuiabá, Marcos Faleiros, a partir das 13h30. Na ação penal, todos respondem pelo crime de ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação. A previsão é de que o julgamento seja realizado até sexta-feira (8). 

 

O processo tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas no final do ano passado, o ministro Mauro Campbell devolveu os autos para a primeira instância, onde os militares passaram a ser julgados pela 11ª Vara Especializada de Justiça Militar, presidida pelo juiz Murilo Mesquita e composta pelo Conselho Especial. O conselho é formado pelos coronéis Valdemir Benedito Barbosa, Luiz Cláudio Monteiro da Silva, Elielson Metelo de Siqueira, Renato Antunes da Silveira Júnior, Pedro Sidney Figueiredo de Souza, Liliam Tereza Vieira de Lima e Raimundo Francisco de Souza. Eles são responsáveis por condenar ou absolver os acusados.

 

A defesa dos réus faz a sustentação oral pela ordem da patente dos acusados: os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Barros serão os primeiros; em seguida, o tenente-coronel Januário Batista e o cabo Gerson Corrêa. O advogado do cabo Gérson vai pedir a absolvição do réu e o perdão judicial considerando a colaboração com a justiça. 

 

O representante do Ministério Público é o promotor Allan Sidney do Ó Souza. A acusação deve ter como assistente a assessoria jurídica da deputada estadual Janaína Riva (MDB). O juiz Marcos Faleiros autorizou a participação da deputada, que junto com a família, o pai o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva, a mãe Janete Riva e os irmãos foram grampeados pelo núcleo clandestino implantado pelos militares. 

 

O suposto esquema dos grampos ilegais veio à tona em maio de 2017, quando se descobriu que médicos, juízes, advogados e até jornalistas haviam sido grampeados de forma ilegal. Os militares chegaram a serem presos na época, mas já estão em liberdade e cumprem medidas cautelares.

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