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Quinta-Feira, 06 de Maio de 2021, 14h:33 | - A | + A

CORONAVÍRUS

MT tem três vezes mais mortes por covid que todo o Uruguai

País vizinho do Brasil tem atualmente uma das maiores taxas de contágio do mundo, ainda assim número de mortes é cerca de 27% do registrado em Mato Grosso.

Safira Campos

Da Redação

Governo do Uruguai

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Com populações estimadas em 3,4 milhões de habitantes cada um, Uruguai e Mato Grosso vêem há cerca de um ano a pandemia evoluir de maneiras diferentes. Tido como exemplo de controle da covid-19 até fevereiro deste ano, o país vizinho do Brasil teve um pico de casos da doença nos últimos meses, e há cerca de duas semanas chegou a ter a maior taxa de contágio do mundo. Mesmo assim, o número de óbitos é cerca de 27% do registrado em Mato Grosso. 

 

O estado passa agora por um arrefecimento no número de casos, enquanto o número de óbitos segue avançando. Nesta quinta-feira (06.05), Mato Grosso ultrapassou a marca de 10 mil mortes, o que equivale a mais que a soma das populações dos cinco menores municípios mato-grossenses. Enquanto isso, o Uruguai somou até terça-feira (04.05) 2.796 mortes pela doença. 

 

O comparativo entre o número de casos confirmados de covid-19 também mostra um cenário diferente. Os últimos números divulgados pelas autoridades uruguaias apontam para a confirmação de 204 mil casos, enquanto em Mato Grosso o número de infecções já passa de 370 mil. 

 

Uma variante brasileira, chamada P1, é tida como uma das razões da aceleração da pandemia no Uruguai. A P1 já foi identificada em 30% do casos uruguaios e assusta as autoridades locais por ser mais contagiosa e ainda pouco conhecida. A P1 surgiu em dezembro passado na cidade de Manaus, capital do Amazonas, e já foi identificada em diversos países da América do Sul como Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Venezuela.

 

A situação no Uruguai atualmente só não é mais grave que em Mato Grosso em razão das medidas de isolamento social empregadas assim que o vírus chegou ao país. Ao contrário do observado no início da pandemia, o presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, agora se mostra relutante em endurecer as medidas de isolamento social. Com isso, assim como em Mato Grosso, o sistema de saúde do Uruguai também está em risco devido à rápida disseminação do vírus. 

 

Por aqui, a taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ainda é considerada crítica por especialistas. O estado passou 57 dias com o indicador acima de 90% e apenas na semana passada conseguiu diminuir o número.  Conforme a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a situação só deixa de ser considerada como iminente colapso quando a taxa cai para menos de 80%. A última vez que isso aconteceu em Mato Grosso foi em 23 de fevereiro, quando a taxa ficou em 72,85%. Muitos hospitais no estado ainda estão sem vagas para atender novos pacientes graves, como é o caso do Hospital Universitário Júlio Müller. 

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