Geral Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019, 16h:50 | - A | + A

A GREVE CONTINUA

Profissionais de educação se reúnem para avaliação de movimento grevista

Declarações do governo, que apontam para pouca abertura de margem para negociação, não intimidam categoria, afirma presidente do Sintep Cuiabá.

Safira Campos

PNB Online

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Na quarta semana de greve da categoria, o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) se reuniu hoje (24) em assembleia geral para realizar avaliação do movimento grevista e deliberar novos atos. Além disso, a reunião também teve como objetivo tratar de possíveis propostas a serem apresentadas ao Governo do Estado.

Durante a reunião, o presidente do Sintep de Cuiabá, João Custódio da Silva, comentou declaraçãoes dadas pelo governador, afirmando que a categoria mantém tranquilidade e que não deve sair de greve enquanto não houver proposta do governo: “nós temos certeza do que temos direito. Não estamos pedindo aumento de salário, mas recomposição. Lei 510, RGA, infraestrutura das nossas unidades educacionais. A determinação da categoria é a continuidade de greve. O governo pode continuar com as ameaças e com o corte de ponto. Mas não nos intimida”, disse o sindicalista. 

Entre as  principais exigências dos profissionais estão o cumprimento da Lei 510/2013, que assegura a aplicação da receita dos impostos na área da educação,  reivindicação de melhores salários e infraestrutura nas escolas, e convocação dos professores aprovados no último concurso do Estado.

Hoje pela manhã, o governador Mauro Mendes sinalizou, mais uma vez, pouca margem para negociação com os profissionais. Segundo o chefe do Poder Executivo de Mato Grosso, a situação de calamidade financeira do estado e a Lei de Responsabilidade Fiscal não possibilitam que o governo ceda às condições postas pela categoria.  

“Nós sempre dialogamos e pretendemos continuar o diálogo. Mas os argumentos que justificam que nós não podemos dar esse aumento, estão postos desde o início na greve. Temos uma Lei de Responsabilidade Fiscal para cumprir e uma dura dificuldade financeira. Nós entendemos que só podemos fazer qualquer tipo de alteração da nossa conduta quando o estado recuperar o limite de 49% de gasto com pessoal”, afirmou o governador.

 

DETERMINAÇÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA

 

Na semana passada, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) determinou que o Governo do Estado e representantes dos trabalhadores do ensino público de Mato Grosso realizem audiência de conciliação a fim de que a greve chegue ao fim. O governador confirmou presença na audiência, que está marcada para amanhã (25), ainda sem local definido.

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