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Quarta-Feira, 14 de Abril de 2021, 09h:54 | - A | + A

COVID-19

Projeto quer priorizar vacinação de professores, indígenas e quilombolas em Cuiabá

Texto ainda menciona categorias de profissionais do serviço funerário, do transporte coletivo e da limpeza urbana.

Da Redação

Com assessoria

Assessoria

Edna Sampaio

 

Um Projeto de Lei (PL) protocolado nesta terça-feira (13.04) na Câmara de Vereadores de Cuiabá  prevê a priorização de quilombolas, indígenas que vivem na área urbana da capital, a população ribeirinha, os profissionais da Assistência Social, profissionais da educação, além de outros profissionais dos serviços essenciais na vacinação contra a covid-19. De autoria da vereadora Edna Sampaio (PT), segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) para tramitação.

 

O texto propõe que após a vacinação de idosos de 60 anos ou mais e profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate à pandemia, a segunda fase da vacinação seja voltada aos profissionais da educação, do nível básico ou superior. Conforme aponta o PL, 60 professores já foram mortos na capital por complicações da covid. Com uma pretensa volta às aulas, a categoria estaria mais vulnerável ao vírus. 

 

“Estamos nesse momento discutindo o retorno às aulas na Assembleia Legislativa, e com um decreto municipal que abre tudo, mesmo diante do alto número de óbitos e internações e não foi feita nenhuma medida de isolamento social obrigatório no município. Os profissionais da educação precisam ser vacinados. Sem vacina, não tem como esses trabalhadores irem para as escolas”, destaca a vereadora. 

 

Ainda na segunda fase, a proposta é que a vacinação também seja concentrada em indígenas e quilombolas da capital, mesmo que suas comunidades não estejam localizadas em Cuiabá. “Embora Cuiabá não tenha quilombos urbanos reconhecidos, há quilombolas vivendo em Cuiabá em busca de oportunidade e que precisam ser vacinados. Têm várias famílias indígenas vivendo na cidade, que não foram vacinadas porque não estão em aldeias”, argumenta a parlamentar. 

 

Na terceira fase, seria a vez dos pacientes com comorbidades, profissionais da saúde que estão afastados por serem do grupo de risco, das pessoas com deficiência, profissionais do serviço funerário, do transporte coletivo e da limpeza urbana. O projeto prevê ainda que a Secretaria Municipal de Saúde apresente relatórios semanais com a quantidade de doses recebidas, aplicadas e disponíveis para cada grupo prioritário e as estimativas de público a ser atendido.

 

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