Geral Quarta-Feira, 06 de Novembro de 2019, 16h:48 | - A | + A

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Promotor pede a condenação dos militares Zaqueu, Lesco e Gerson

Eles foram enquadrados em três artigos do Código Penal Militar

Suzi Bonfim

da Redação

Suzi Bonfim

Julgamento grampolândia

 

O promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza pediu a condenação dos coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e do cabo Gerson Corrêa por ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação. Em suas alegações finais no julgamento, o promotor pediu a absolvição do coronel Ronelson Barros e do tenente coronel Januário Batista por não haver comprovoção da participação deles nas escutas telefônicas.

 

Os cinco céus estão sendo julgados no Tribunal do Júri no Fórum de Cuiabá, pela 11ª Vara da Justiça Militar. O promotor de Justiça Allan Sidney do Ó Souza foi o primeiro a falar e definindo o caso como “o mais triste, nefasto e vergonhoso escritório de arapongagem” que ele tem conhecimento. Depois de 4 anos e meio do caso conhecido como Grampolândia Pantaneira estão no banco dos réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, o tenente coronel Januário Batista e o cabo da PM Gerson Corrêa Júnior, acusados de instalar o núcleo clandestino de escutas telefônicas em Mato Grosso, em agosto de 2014.

 

O promotor destacou que “não descarta a possibilidade do governador Pedro Taques ter sido eleito em função das escutas clandestinas realizadas pelos militares”. O escritório clandestino funcionou entre agosto de 2014 e outubro de 2015. Ele se referiu também ao “grau de promiscuidade do escritório de escutas clandestinas”. Pedro Taques sempre negou qualquer envolvimento com o esquema.

 

O suposto esquema dos grampos ilegais veio à tona em maio de 2017, quando se descobriu que advogados e até jornalistas haviam sido grampeados de forma ilegal. Os militares chegaram a ser presos na época, mas respondem em liberdade e cumprem medidas cautelares.

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