Geral Quarta-Feira, 13 de Novembro de 2019, 09h:34 | - A | + A

RELATÓRIO

UFMT se defende após relatório da CGU apontar má gestão de recurso público

Instituição afirma que quadro financeiro desfavorável se deve em parte ao contingenciamento do Governo Federal.

Safira Campos

Da redação

UFMT

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A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) publicou nesta terça-feira (12) uma nota em que esclarece falhas apontadas pela Controladoria Geral da União (CGU) com relação à gestão financeira da instituição. De acordo com o relatório, a aplicação dos recursos federais não estaria adequada, sendo necessária fiscalização e regularização por parte da Reitoria.

 

O documento publicado pelo órgão de fiscalização federal aponta ausência  de  controles de programação financeira na instituição, o que acarretaria em descontrole  na  geração  de  caixa  líquido. O relatório afirma ainda que o desequilíbrio seria o responsável por débitos como a dívida com a Energisa, que culminou na interrupção de energia elétrica em todos os campi da Universidade em julho deste ano. 

 

Além disso, a CGU aponta também pagamentos indevidos à empresa Novo Sabor, pertencente ao grupo do Buffet Leila Malouf e responsável pelo fornecimento das refeições no Restaurante Universitário (RU). A CGU constatou divergência  entre  as quantidades apontadas no  relatório diário de consumo e no relatório de consumo mensal, além de duplicidade de nota fiscal cobrindo o mesmo período de  fornecimento. 

 

Em nota, a UFMT afirma que seu quadro financeiro desfavorável é resultado da associação entre a não reposição inflacionária da verba dirigida à UFMT, o contingenciamento dos recursos aprovados no início do ano e o entendimento da Universidade pela manutenção de serviços essenciais para a comunidade acadêmica, como o próprio RU. 

 

Além disso, a UFMT afirma que mantém uma auditoria interna que colaborou para a elaboração do relatório da CGU e que já tomou medidas em relação às falhas identificadas. Entre as providências, a instituição afirma que afastou o responsável pela  pela autorização do pagamento das notas e instalou  Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) para apurar a responsabilidade do prejuízo ao erário público.

 

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