Geral Quarta-Feira, 01 de Julho de 2020, 16h:46 | - A | + A

COMBATE AO CORONAVÍRUS

Várzea Grande corre o risco de ter que devolver respiradores

Cinco respiradores foram repassados ao município para tratamento de pacientes com covid-19, mas o município não é referência para casos de coronavírus.

Suzi Bonfim

da Redação

prefeitura de VG

leitos UTI VG

 

Pacientes de urgência e emergência já estão sendo internados nos 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) geral, ou seja, para casos não covid-19, instalados no Pronto Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande no início desta semana. No entanto, um dilema enfrentado por conta da burocracia na saúde pública na cidade pode fazer com que a Prefeitura devolva cinco respiradores repassados pelo Ministério da Saúde atendendo a uma solicitação do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (PTB). O "carimbo" do equipamento é para que seja destinado a tratamento de síndrome respiratória aguda e de covid-19.

 

“Se não houver uma autorização por escrito do Ministério da Saúde, teremos que devolver os equipamentos. Assinamos o protocolo para não atender covid e, por isso, não podemos correr o risco de sofrer sanções do Tribunal de Contas de Mato Grosso mais tarde”, ressaltou o secretário de Comunicação da Prefeitura Marcos Lemos. 

 

Com 1.252 casos confirmados e 127 mortes provocadas pelo novo coronavírus, de acordo com o último boletim, o município só faz a triagem de pacientes para os hospitais de referência para o tratamento da doença. Porém, como está absorvendo, segundo a Prefeitura, a demanda de outras comorbidades, os novos leitos desafogam a rede pública de saúde em unidades como os hospitais Estadual Santa Casa e o Municipal de Cuiabá (HMC), que atendem pacientes com covid.

prefeitura de VG

respiradores VG

 

 

As cirurgias eletivas na área de ortopedia dão a dimensão do problema. Segundo a Prefeitura, o Hospital e Pronto Socorro Municipal realizava em média de  25 a 30 cirurgias por mês. “Agora são 60 cirurgias ortopédicas por semana, que são encaminhadas pelos hospitais que só atendem casos do novo coronavírus, como o HMC”, contabilizou Lemos.

 

Ao todo estão sendo investidos em equipamentos, insumos e medicamentos, R$ 19,8 milhões. A Prefeitura afirmou que destes, apenas R$ 4,7 milhões são recursos federais, dos quais R$ 1 milhão destinado à saúde. Um pregão eletrônico para aquisição do kit coivd-19 está sendo realizado pela prefeitura. São três lotes distintos de 35 mil unidades de azitromicina, 22 mil de ivermectina e ainda hidroxicloroquina.

 

Os preços assustam. “No pregão para a aquisição da ivermectina, a caixa com quatro comprimidos custa R$ 50. Em novembro do ano passado, o mesmo produto custava R$ 0,16. Estamos em negociação e o fornecedor só recebe depois que entregar”, garantiu Lemos. Diante da dificuldade na oferta de medicamentos, preocupa ainda a falta de insumos como o Midazolam para pacientes entubados. 

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