Quinta-Feira, 10 de Junho de 2021, 09h56
CORONAVÍRUS
Com chegada do inverno, pandemia tende a ser agravada em MT
Estação mais seca do ano registra historicamente aumento nos casos de doenças respiratórias.

Safira Campos
Da Redação

Agência Brasil

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A chegada do inverno, no próximo dia 21, somada à alta taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), forte incidência de covid-19 e lentidão no processo de imunização da população formam um cenário altamente favorável ao recrudescimento da pandemia em Mato Grosso. É o que aponta o boletim epidemiológico Observatório Covid-19 divulgado esta semana pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

 

Conforme os pesquisadores, as semanas epidemiológicas 20 e 21 (de 16 a 29 de maio de 2021) mostraram que Mato Grosso teve uma das maiores taxas de incidência de covid-19 do país, ao lado dos estados Roraima, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Paraná e Mato Grosso do Sul. Também esteve na lista dos estados com a taxas elevadas de mortalidade pela doença, ao lado dos estados Rondônia, Ceará, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás. 

 

No boletim, os pesquisadores destacam que o padrão observado nesses estados gera um novo alerta de risco para as próximas semanas, especialmente em razão da chegada do inverno, que é acompanhado pela maior incidência de outras doenças respiratórias nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Por aqui, historicamente esta é a estação do ano com os maiores registros de amplitude térmica e as menores taxas de umidade relativa do ar. 

 

Em Mato Grosso, já é possível observar o crescimento de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), que demandam hospitalização ou levam a óbitos, e que são atualmente em grande parte devido a infecções por coronavírus (Sars-CoV-2). A atual taxa de incidência de SRAG no estado é de 8,7 mil para cada 100 mil habitantes. O número preocupa, apesar de estar abaixo da média nacional de 15 mil. 

 

A preocupação maior se dá em razão da já alta taxa de ocupação dos leitos de UTI que atendem exclusivamente casos de covid-19. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), nesta quarta-feira (09.06), 84,16% desse tipo de leito estava ocupado em Mato Grosso. Taxas iguais ou acima de 80% já indicam, conforme a Fiocruz, situação crítica e possibilidade real de colapso no sistema de saúde. 

 

Além de avançar na imunização, os pesquisadores destacam a necessidade da população manter cuidados com higiene pessoal, distanciamento social e uso de máscaras. “Para que novas crises ou mesmo o colapso do sistema de saúde sejam evitados, com manutenção ou aumento dos patamares de óbitos, se faz necessário desde já manter a necessária articulação entre medidas e ações de imunização, combinadas com as não-farmacológicas – tais como manutenção das medidas de isolamento social, uso de máscaras, higiene das mãos e a não aglomeração –, envolvendo todo o sistema de saúde, da APS aos leitos UTI Covid-19, incluindo atividades de reabilitação para os casos pós-agudos”, alertam os pesquisadores.


Fonte: PNB Online - Portal de Notícias MT
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