Polícia Quinta-Feira, 04 de Junho de 2020, 15h:46 | - A | + A

VIOLÊNCIA

Homem é resgatado após ser mantido em cativeiro por organização criminosa

Segundo a Polícia Civil, o homem foi acusado de assediar uma mulher e isso teria desencadeado o sequestro. Investigação apontará os detalhes do crime.

Da redação

Com assessoria

PJC

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Um homem, de 29 anos, que era mantido em cárcere privado e torturado por uma associação criminosa, foi resgatado pela Polícia Civil, nesta semana, em Primavera do Leste (239 km de Cuiabá). A vítima era mantida em um buraco com os pés e as mãos amarrados e seria jogada no Rio das Mortes para se afogar.

 

De acordo com as investigações da Polícia Civil, sete pessoas participaram da tentativa de homicídio. Durante os trabalhos, dois dos envolvidos foram presos e um menor foi apreendido por participação na ação criminosa, além de ser realizada a apreensão de drogas, aparelhos eletrônicos e dinheiro.

 

As diligências, coordenadas pela delegada Anamaria Machado, iniciaram após as equipes da Polícia Civil receberem denúncias anônimas sobre o local em que a vítima estava. Segundo as informações, a vítima era torturada por membros da organização criminosa desde a noite de domingo (31.05) e seria morta afogada no Rio das Mortes.

 

Segundo as investigações, a vítima estava em uma casa ingerindo bebida alcoólica com uma mulher que começou a acusá-lo de assédio, fato que teria motivado o crime, uma vez que filho da mulher é integrante da facção criminosa e foi identificado com um dos envolvidos na tortura. A Polícia ainda investiga se a mulher teve participação na tentativa de homicídio e se também tem envolvimento com o grupo criminoso.

 

Quando os policiais chegaram ao local do cativeiro, a vítima estava em um buraco com os pés e as mãos amarrados, sem nenhuma condição de mobilidade. Segundo a delegada, Anamaria Machado, o buraco foi tampado com uma manta utilizada para a cachorra da casa dormir. “Ele estava coberto como se tivesse enterrado”, disse a delegada.

 

O delegado regional de Primavera do Leste, Carlos Roberto Moreira de Oliveira, disse que a vítima não tem envolvimento com o mundo do crime. “Fizemos o levantamento da vida pregressa dele e não encontramos, pelo menos até o momento, nenhum envolvimento da vítima em ações criminosas”, destacou.

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