Polícia Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2020, 11h:37 | - A | + A

HABEAS CORPUS

Justiça concede liberdade para adolescente que atirou e matou Isabele

Decisão judicial foi concedida na manhã desta quarta-feira (16). Adolescente deve ser solta ainda hoje.

Hallef Oliveira

Da redação

TJ-MT

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Cerca de doze horas após ser internada, a Justiça concedeu liberdade à adolescente que atirou e matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos. A menor foi internada no fim da noite desta terça-feira (15), no Centro de Ressocialização Menina Moça (anexo feminino do Pomeri), em Cuiabá, e deve ser solta ainda nesta quarta-feira (16).

 

A informação foi confirmada pela defesa da família Cestari. “A decisão, em razão da sua ilegalidade, foi cassada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso em sede de Habeas Corpus Liberatório impetrado pela defesa. A menor responderá em liberdade à acusação que lhe foi imputada”, afirmou em nota o advogado Artur Osti.

 

A decisão foi assinada pelo desembargador Rui Ramos, atendendo o pedido da defesa da adolescente, que argumentou que não haveria necessidade da internação da menor, visto que ela passou por todo o processo investigatório em liberdade.

 

A adolescente deve ser solta ainda na tarde desta quarta-feira (16) e continuar respondendo em liberdade pelo ato infracional análogo a homicídio doloso.

 

Internação

 

A menor de 15 anos que atirou e matou a amiga, em Cuiabá, foi internada no fim da noite desta terça-feira (15). Atendendo a uma decisão da 2º Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, assinada pela juíza Cristiane Padim da Silva. Ela ficaria internada provisoriamente por 45 dias. A audiência do caso está marcada para o próximo dia 23 de setembro.

 

Arquivo pessoal/Reprodução

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Entenda o caso

 

Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, morreu após receber um tiro no rosto na noite do dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá. A versão inicial seria de que o tiro foi disparado de forma acidental, o que foi desmentido durante as investigações do caso que duraram cerca de 50 dias.

 

As investigações concluíram que o tiro disparado pela adolescente que motivou a morte de Isabele foi realizado de forma intencional, dessa maneira, o inquérito policial indicou um ato infracional análogo a homicídio doloso, quando há intenção de matar ou quando se sabe o risco de produzir morte. O que foi o caso da adolescente, já que ela e toda sua família são de atiradores esportivos e sabem manusear armas.

 

Além desse caso, outros inquéritos correm paralelamente com quatro pessoas, como o indiciamento do pai da adolescente Marcelo Cestari, de 46 anos. O empresário responde por porte ilegal de arma de fogo, por homicídio culposo, pelo fato de agir com negligência com as armas dentro de sua residência, fraude processual e pelo crime de entregar arma à adolescente.

 

O namorado da adolescente, de 16 anos, que teria levado duas armas para a residência da família Cestari foi indiciado por ato infracional análogo a porte ilegal de arma de fogo.

 

O pai desse adolescente foi indiciado por omissão na cautela na guarda da arma de fogo. Mesmo indiciamento apontado para a mãe da jovem que efetuou o disparo.

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