Polícia Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2020, 10h:08 | - A | + A

CASO ISABELE

Justiça determina internação de adolescente que atirou e matou Isabele

Adolescente foi internada no Centro de Ressocialização Menina Moça, em Cuiabá, no fim da noite desta terça-feira (15). Defesa ainda busca Habeas Corpus.

Hallef Oliveira

Da redação

Ednilson Aguiar/Secom-MT

pomeri

 

A adolescente que atirou e matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, passou a primeira noite internada no Centro de Ressocialização Menina Moça (anexo feminino do Pomeri), em Cuiabá, nesta terça-feira (15). A defesa da menor cumpriu decisão proferida pela 2º Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, assinada pela juíza Cristiane Padim da Silva, também nesta terça.

 

A jovem ficará internada provisoriamente por 45 dias, enquanto aguarda uma audiência que definirá o prazo total de sua internação. A audiência está marcada para o dia 23 deste mês. O prazo máximo de internação da adolescente é de três anos, como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

 

Na decisão judicial assinada nesta terça-feira, a juíza Cristiane Padim da Silva, acatou o pedido do Ministério Público Estadual, que pediu a internação da jovem por ato infracional análogo a homicídio doloso.

 

A jovem se entregou na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), por volta de 20h, em seguida passou por exames no Instituto Médico Legal (IML). A jovem deu entrada no complexo do Pomeri por volta de 22h30.

 

A defesa da família ainda busca por uma laudo de Habeas Corpus (HC) para evitar a internação da menor.

 

Arquivo pessoal/Reprodução

Isabele Guimarães Rosa 14 anos.jpeg

 

Entenda o caso

 

Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, morreu após receber um tiro no rosto na noite do dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá. A versão inicial seria de que o tiro foi disparado de forma acidental, o que foi desmentido durante as investigações do caso que duraram cerca de 50 dias.

 

As investigações concluíram que o tiro disparado pela adolescente que motivou a morte de Isabele foi realizado de forma intencional, dessa maneira, o inquérito policial indicou um ato infracional análogo a homicídio doloso, quando há intenção de matar ou quando se sabe o risco de produzir morte. O que foi o caso da adolescente, já que ela e toda sua família são de atiradores esportivos e sabem manusear armas.

 

Além desse caso, outros inquéritos correm paralelamente com quatro pessoas, como o indiciamento do pai da adolescente Marcelo Cestari, de 46 anos. O empresário responde por porte ilegal de arma de fogo, por homicídio culposo, pelo fato de agir com negligência com as armas dentro de sua residência, fraude processual e pelo crime de entregar arma à adolescente.

 

O namorado da adolescente, de 16 anos, que teria levado duas armas para a residência da família Cestari foi indiciado por ato infracional análogo a porte ilegal de arma de fogo.

 

O pai desse adolescente foi indiciado por omissão na cautela na guarda da arma de fogo. Mesmo indiciamento apontado para a mãe da jovem que efetuou o disparo.



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