Polícia Quarta-Feira, 11 de Setembro de 2019, 16h:20 | - A | + A

SEGURANÇA PÚBLICA

Mato Grosso tem queda em números absolutos de crimes e violência

Seguindo cenário observado nacionalmente, também houve diminuição na maior parte de índices analisados.

Safira Campos

 

PM/MT

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O número de mortes violentas intencionais em Mato Grosso caiu de 1.053, em 2017, para 978, em 2018, o que representa uma queda de cerca de 7,12%. É o menor número desde 2011, quando Mato Grosso registrou 1.015 casos. Estes dados constam de um estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública referente à situação da violência no Brasil em 2018, publicado nesta terça-feira (10). Em parceria com órgãos como Secretarias Estaduais de Segurança Pública e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a organização apontou que, assim como na maior parte dos estados brasileiros, Mato Grosso também apresentou quedas na maioria dos índices.

 

O número de homicídios dolosos também registrou uma pequena diminuição em Mato Grosso. Passou de 985 a 916, cerca de 7% a menos de um ano para o outro. O número de latrocínios foi o que teve a queda mais significativa em relação a mortes intencionais: 28% a menos. Em 2017 foram 50 casos, enquanto em 2018 foram 36. 

 

O número de roubos de veículos também teve diminuição entre os anos de 2017 e 2018, registrando 627 e 607 casos respectivamente, cerca de 3,2% a menos. Assim como número absoluto de roubos a estabelecimentos, que teve uma queda de 18,15%; o número de roubos a transeuntes, que registrou uma variação negativa de 33,7%; e os casos de roubo a cargas, com -17,4% de ocorrências.  

 

Outro dado a ser comemorado é a queda no número de policiais militares mortos em confronto ou por lesão não natural fora de serviço. Em 2017, Mato Grosso teve 6 casos e em 2018 não registrou nenhum. Além disso, não há registro de suicídio de policiais no estado, o que vai na contramão do cenário observado nacionalmente.  

 

Análises

 

No estudo intitulado 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, dezenas de especialistas analisam os mais diversos aspectos da violência no Brasil e tentam debater os motivos que levaram às quedas notadas. Algumas questões podem ser levadas em consideração, ainda que as razões para os índices não estejam claros, segundo o documento. Em tom de crítica, um trecho afirma que os dados algumas vezes podem não representar a realidade, pela falta de registro oficial dos acontecimentos. 

 

“O Brasil não tem a prática de documentar, monitorar e avaliar as políticas setoriais, o que poderia contribuir para estimular o que deu certo, evitar o que deu errado e tornar sustentáveis no tempo as reduções nos indicadores criminais. Vamos atuando pelo improviso e pelo grito daqueles que se pretendem valentes. Os ganhos obtidos são abduzidos pelo populismo eleitoral, sem nenhuma base de realidade”, aponta a publicação.

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