Polícia Sexta-Feira, 21 de Fevereiro de 2020, 11h:55 | - A | + A

INVESTIGAÇÃO

MP pede afastamento de policial indiciado por participar de assalto

Policial foi preso, passou por audiência de custódia e foi solto após pagar fiança.

Da Redação

Com assessoria

Reprodução

Assalto aos Correios em Feliz Natal

 

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Vera, pediu o afastamento cautelar do policial militar Edmilson Alves Carvalho, indiciado por participação no roubo armado à agência dos Correios da cidade de Feliz Natal, ocorrido no dia 17 de fevereiro. O pedido consta em ação civil pública proposta nesta sexta-feira (21.02).

 

O promotor de Justiça Willian Oguido Ogama pediu que o afastamento seja oficiado à Polícia Militar de Mato Grosso até o julgamento final da ação por improbidade administrativa. Por fim, o MPMT pede a condenação do policial à perda da função pública e ao pagamento de R$ 20 mil a título de dano moral coletivo, bem como a outras sanções previstas em lei.

 

Assalto

 

Consta na ação que, após a realização de diligências, policiais militares localizaram um dos autores do roubo, Deyvid Alves Teixeira, que confessou ter participado do crime em conjunto com o policial militar Edmilson Alves Carvalho. Segundo Deyvid, ele foi intimidado pelo requerido, em razão de não possuir condições de saldar uma dívida que possuía com Edmilson, no montante de R$ 7,5 mil, divididos em três cheques de R$ 2,5 mil.

 

Deyvid relatou que ele e Edmilson foram até a agência dos Correios em uma moto, com arma de fogo em punho, colocando todos os funcionários e clientes deitados no chão, usando muita violência e agressividade. Após roubar dinheiro e aparelhos telefônicos, retornaram à residência dele, tendo o policial militar dito que voltaria para fazer a divisão do dinheiro.

 

Em seguida, policiais militares se deslocaram até a residência, mas o suspeito não foi localizado. Posteriormente, Edmilson compareceu na unidade do 4º Pelotão da Polícia Militar em Feliz Natal, quando foi preso em flagrante com uma das folhas de cheque no valor de R$ 2,5 mil.

 

Ao ser interrogado, Edmilson declarou que a última vez que havia falado com Deyvid havia sido na sexta-feira anterior ao crime. Contudo, conforme despacho elaborado pelo delegado de Polícia Federal, “em consulta ao celular apreendido com Deyvid, devidamente autorizado, constam ligações e mensagens apagadas entre este e Edmilson Alves Carvalho, inclusive nos períodos próximos à ocorrência do crime, corroborando a versão de Deyvid, que imputa a participação de Edmilson Alves Carvalho”.

 

Em 18 de fevereiro Edmilson passou por audiência de custódia, na qual foi homologado o auto de prisão em flagrante e concedida liberdade provisória mediante o pagamento de fiança pelo policial.

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