Polícia Terça-Feira, 02 de Junho de 2020, 12h:01 | - A | + A

ILEGAL NO BRASIL

Mulher que comercializava medicamentos abortivos é presa em Cuiabá

Suspeita disse que encomendou o remédio para uma amiga, mas investigações da polícia identificaram que ela comercializava o remédio para outras mulheres.

Da redação

Com assessoria

PJC

remedio abortivo.jpg

 

Uma mulher de 21 anos que atuava com a venda de medicamentos abortivos foi presa em flagrante nesta segunda-feira (01), em Cuiabá. A suspeita estava com posse de comprimidos conhecidos como “Cytotec”, que tem comercialização proibida no Brasil e foi abordada após sair de uma agência dos Correios, onde recebeu a encomenda.

 

Questionada, ela confessou que comprou o medicamento abortivo e disse que entregaria o produto para uma colega de trabalho que está grávida e queria abortar. No entanto, a equipe da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) levantou indícios que apontavam que a suspeita estava comercializando e distribuindo o medicamento para outras mulheres.

 

Segundo o delegado da Decon, Rogério da Silva Ferreira, durante interrogatório a suspeita entrou em contradição várias vezes e chegou a dizer que esta é a terceira vez que consegue o medicamento abortivo.

 

Diante dos fatos, a suspeita foi autuada em flagrante pelo crime de vender, distribuir ou entregar a consumo medicamento sem registro nos órgãos competentes e de procedência ignorada, considerado crime hediondo com pena de até 15 anos de prisão.

 

“Agora, a Polícia Civil trabalha para identificar gestantes que tenham encomendado o medicamento com a suspeita, sendo uma delas já identificada. A mulher que está no quarto mês de gravidez deve ser ouvida nos próximos dias”, disse o delegado.

 

O uso de procedimentos inseguros de interrupção voluntária da gravidez pode levar à hospitalização da gestante, com complicações e até a morte da mulher, além de poder ocasionar a morte do feto.

 

A pena pode chegar até três anos de prisão para a gestante que praticar o auto aborto, e de até quatro anos de prisão para o terceiro que a auxilia, podendo ainda a pena ser duplicada se o procedimento levar a gestante à morte. 

VOLTAR IMPRIMIR

COMENTÁRIOS

Copyright 2018 PNB ONLINE - Todos os direitos reservados. Logo Trinix Internet