Polícia Sábado, 17 de Outubro de 2020, 09h:07 | - A | + A

CRIMES ELEITORAIS

PF investiga disseminação de fake news em grupos de Whatsapp de MT

Polícia trabalhará de maneira integrada com a Sesp-MT e outros órgãos estaduais, municipais e federais.

Da Redação

Polícia Federal

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PF assina com a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública um Acordo de Cooperação Técnica para seu ingresso no Centro Integrado Nacional de Comando e Controle das Eleições 2020.

A Polícia Federal (PF) trabalhará ativamente nas eleições municipais de todo país este ano. Em Mato Grosso, o trabalho em conjunto acontece com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) e outros órgãos federais, estaduais e municipais envolvidos no pleito. Além disso, está em curso uma operação que pretende reprimir a propagação de informações falsas por meio de aplicativos de mensagem. 

 

Trata-se da Operação Ravana, que tem como objetivo apurar a “disseminação de desinformações difamatórias em desfavor de candidatos políticos por meio de grupos em aplicativos telemáticos”, conforme divulgou a PF sem dar mais detalhes. A propagação de fake news tem sido uma das grandes preocupações das autoridades este ano. 

 

Conforme a Justiça Eleitoral, cidadãos comuns, candidatos e partidos estão sujeitos a multas caso divulguem fake news. As penalidades variam de acordo com o alcance das informações. Para eleitores, a multa varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil e ainda podem configurar calúnia e difamação. Desse modo, o cidadão também está sujeito à detenção de seis meses a um ano. 

 

Atuação da PF

 

Por todo o país, A PF atuará como coordenadora dos trabalhos de polícia judiciária eleitoral na prevenção e repressão aos crimes eleitorais. Nesta sexta-feira (16.10), o órgão chegou a assinar com a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública um Acordo de Cooperação Técnica para seu ingresso no Centro Integrado Nacional de Comando e Controle das Eleições 2020. 

 

A assinatura foi feita durante evento que marcou o início da Operação Integrada Eleições 2020, realizado no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) do Ministério da Justiça e Segurança Pública. No CICCN será monitorado, em tempo real, possíveis ocorrências durante a realização dos dois turnos das eleições. O encontro contou com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e do diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza.

 

A PF também tem atuado fortemente em outros em estados. No Piauí foi deflagrada nesta sexta-feira (16.10) a Operação Fake SMS, para investigar a contratação de serviços de disparo automático de mensagens via aplicativo de mensagens, para fins eleitorais no Piauí. Ainda ontem, policiais federais deflagraram também a Operação Marquetagem, no Ceará, com o objetivo de investigar, entre outros ilícitos, crimes eleitorais apontados em colaboração premiada de um grande grupo empresarial. 

 

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