Política Terça-Feira, 30 de Junho de 2020, 15h:47 | - A | + A

FARSA EM CURRÍCULO

A queda do ministro da Educação foi movida a enxurrada de memes e piadas na internet

Da Redação

bolsonaro e decotelli

Bolsonaro e o 'seu escolhido' para liderar a Educação

Após mentir em informações de seu currículo Lattes, o ministro da Educação Carlos Alberto Decotelli entregou sua carta de demissão ao presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) nesta terça-feira (30). Decotelli ficou apenas uma semana no cargo e não chegou nem mesmo a tomar posse oficialmente de uma das maiores pastas do Governo Federal, com orçamento de pouco mais de R$ 101,2 bilhões.

 

O agora ex-ministro foi pego mentindo após afirmar que havia cursado doutorado na Universidade Nacional de Rosario, na Argentina e pós-doutorado na Universidade de Wuppertal, na Alemanha. Ambas desmentiram as informações.

 

A Universidade de Wuppertal afirmou nesta segunda-feira (29) que Decotelli não possui nenhum título da instituição e permaneceu na universidade como pesquisador visitante por apenas três meses, de janeiro a março de 2016, e não dois anos, como consta no currículo.

 

A Universidade Nacional de Rosario já havia negado que o economista tivesse concluído o doutorado na instituição. Segundo o reitor Franco Bartolacci, a tese apresentada por Decotelli foi reprovada.

 

Com a enxurrada de críticas e com a prática de “crime intelectual”, a própria equipe do Planalto teria orientado Decotelli a pedir demissão para evitar o maior constrangimento: ter que demitir o ministro.

 

O Brasil vive uma grave crise de saúde pública com a pandemia do novo coronavírus e, com a suspensão das aulas em todas as unidades de ensino do país, a tendência é que a crise na Educação se agrave nos próximos anos.

 

Alunos estão sem aulas presenciais desde março e, em Mato Grosso por exemplo, não há data para retorno. A curto, médio e longo prazo, os danos na Educação são imensuráveis. Poucas escolas e alunos têm condições de participar e ter acesso aos materiais que têm sido disponibilizados virtualmente.

 

Este já o terceiro ministro da Educação nomeado desde o início do governo Bolsonaro. Abraham Weintraub pediu demissão após ter chamado de "vagabundos" os ministros do Supremo Tribunal Federal durante a reunião ministerial de 22 de abril que teve seu sigilo suspenso. Antes dele, Ricardo Vélez havia ocupado o cargo durante apenas três meses.

 

Confira abaixo a enxurrada de memes com críticas e humor provocada pela crise da indicação do ministro e seu currículo mentiroso:

 

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