Política Sexta-Feira, 19 de Julho de 2019, 10h:17 | - A | + A

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

AMMP diz que é um risco colocar operações do Gaeco em xeque

Para Roberto Turin, acusações são estratégia de defesa

Suzi Bonfim

da Redação

plantão news

Promotor Roberto Turin

 

O presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), o promotor Roberto Turin, espera uma investigação transparente e com profundidade das denúncias contra promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), que mais uma vez, foram apresentadas no reinterrogatório dos militares acusados no caso Grampolândia Pantaneira. “A sociedade, os promotores acusados têm o direito de saber a verdade desses fatos. O MPE tem o dever e o direito de apurar e depois disso, seja de forma transparente, levado a público”, disse Turin.

 

Para o promotor, o  que preocupa, e muito, é como o reinterrogatório de uma pessoa que teve a colaboração negada pelo Ministério Público, justamente, por não trazer nada de novo e de fatos que justificassem qualquer benefício, tentar colocar em xeque a atuação do Gaeco. “Está usando disso para tentar colocar em risco inúmeras operações de combate à corrupção, de combate à criminalidade, onde pessoas foram presas, foram julgadas e condenadas com interceptação telefônica, até provem o contrário, feita de forma lícita, com alegações, nitidamente como estratégia de defesa, envolvendo operações que não têm nada haver com a acusação”, ressaltou o presidente da AMMP. ,   

 

Roberto Turin também não nega a perplexidade diante dos fatos e, destaca, que as denúncias não são novidades e que já existe inquérito sendo conduzido pelo procurador-geral de Justiça, em trâmite no Tribunal de Justiça, em que o relator é o desembargador Orlando Perri, que investiga as acusações de membros do Ministério Público por terem, eventualmente, praticado 'barriga de aluguel' e outras questões da Grampolândia.

 

Já na Polícia Civil, os delegados Rafael Mendes Scatolon, Luciana Batista Canaverde e Jannira Laranjeira Siqueira Campos, foram indicados em maio deste ano para dar continuidade ao inquérito dos grampos ilegais no processo que tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

 

 

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