Política Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 14h:16 | - A | + A

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

"Interesse maior era de Pedro Taques. Janaína Riva era do GAECO"

Depoimento do PM teve início às 14h desta quarta-feira (17).

Safira Campos e Suzi Bonfim

PNBONLINE

Depoimento Cabo Gerson

 

A pedido da defesa, o cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa está sendo reinterrogado nesta quarta-feira (17). Ele é acusado de ser o operador do esquema de escutas clandestinas, que ficou conhecido como "grampolândia pantaneira", o réu já assinou a participação nos fatos investigados. Os réus Zaqueu Barbosa e Evandro Lesco foram ouvidos na terça feira (16) em audiência que se estendeu por 6h.


Acompanhe o depoimento do cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa:

14h07 - Cabo Gerson confirma participação do Ministério Público Estadual nos casos de interceptações telefônicas.


14h13 - Cabo Gerson afirma que promotores de Justiça pediram a identificação de dados telefônicos de membros da família Riva.


14h14 - Cabo Gerson confirma que membros da família Riva foram barrigas de aluguel.
14h15 - Ordens de serviços foram fraudulentamente pedidas para interceptações telefônicas.

 

14h17 - Cabo Gerson afirma que promotor de Justiça, Marco Aurélio, utilizou-se da Operação Metástase para ouvir ilegalmente Janaína Riva pelo Núcleo de Inteligência da PM.

 

14h18 - Cabo Gerson afirma que os promotores de justiça e ele alimentavam grande laço de confiança e lealdade.

 

14h19 - Janaína foi ouvida para investigar atos de José Riva, deflagrar a Operação Metástase e buscar questões de comprometessem a deputada.

 

14h26 - Selma Arruda estaria sendo ameaçada de morte. Suposta ameaça foi justificativa para a instalação de novos grampos.

 

14h30 - Cabo Gerson assinou o que chama de 'relatório fantasioso' para justificar novas interceptações. Escutas telefônicas tinham objetivo de ouvir conversas de Filadelfo, família Barbosa e outras figuras importantes da política.

 

14h33 - Instaurar investigações com relatórios fantasiosos é prática constante dentro do Núcleo de Inteligência PM e do GAECO.

 

14h35 - Operações Arqueiro e Ouro de Tolo também foram justificativa para barrigas de aluguel.

 

14h36 - Por meio de Operação Arqueiro, Roseli Barbosa, foi ouvida e constatou como beneficiária de dinheiro ilícito. GAECO, entretanto, delimitou investigação para que Roseli não fosse comprometida, mas continuasse sendo escutada.

 

14h37 - Intenção era que investigação não fosse para o TJ e continuasse no GAECO.

 

14h40 - Operação Ouro de Tolo utilizou-se ilegalmente de dados da Operação Arqueiro. Além disso, utilizou-se de grampos em números de Roseli Barbosa e sua família.

 

14h46 - Vários diálogos da família Barbosa foram vazados pela operação propositalmente.

 

14h51 - Intenção do MP e do GAECO era promover 'show de pirotecnia' com vazamentos, afirma cabo Gerson.

 

14h05 - Representante do MP se manifesta contra cabo Gerson, afirmando que generalização de atuação de promotores é indevida. Juiz nega questão de ordem e pede que o cabo siga seu depoimento.

 

15h01 - Captação de vídeo e áudio de José Riva na Operação Imperador foi moldada para atender demandas do Fantástico, da Rede Globo. Policiais Militares atenderam a pedidos da emissora.

 

15h02 - Manipulações foram feitas para que não se identificasse de onde partiu vazamento para a Rede Globo

 

15h05 - Conversa entre Marcos Machado com Silval Barbosa foi vazada para a imprensa e Rede Globo era privilegiada pelo GAECO nas operações.

 

15h09 - Atuações ilícitas, principalmente vazamentos, seriam a mando de promotores do Ministério Público Estadual.

 

15h11 - Policiais aprendam 'modus operandi' ilícito no GAECO desde que entram no grupo de atuação especial.

 

15h24 - Promotor Marco Aurélio mentiu quando disse que sistemas de operações do GAECO foram auditados, afirma cabo Gerson.

 

15h26 - Operação Rêmora também foi utilizada para fazer intercepções ilícitas.

 

15h35 - Promotor do MPE falsificou assinatura de analista para justificar prorrogarração operação.

 

15h36 - Representante do MPE ironiza depoimento do cabo Gerson: "há jornalistas da Revista Tititi presentes aqui na audiência?"

 

15h46 - Vinícius Gahyva, promotor do MPE, interrompe interrogado e juiz intervém para que depoimento continue.

 

15h51 - Cabo Gerson segue acusando membros do MPE. Segundo o militar, promotor Marco Aurélio de Castro teria dado dinheiro ilícito à CDL.

 

15h52 - "No meus interrogatórios anteriores protegi o coronel Lesco e membros do MPE, desta vez não", diz cabo Gerson.

 

16h00 - Paulo Taques queria o máximo de informações sobre interceptações. Cabo Gerson foi encarregado de fazer planilha discriminando valores necessários para a implantação dos grampos em 2014.

 

16h05 - Cabo Gerson apresenta o valor de R$ 12 mil como o necessário inicialmente para montagem de esquema de interceptações. Posteriormente, Paulo Taques entrega mais R$40 mil a militares para novos eventuais gastos.

 

16h07 - Ex-amante de Paulo Taques, Tatiane Sangalo, também foi interceptada a pedido do ex-chefe da Casa Civil. Além de jornalista, advogados e políticos do estado.

 

16h08 - A manutenção logística do núcleo de interceptações ficou a cargo de Paulo Taques.

 

16h20 - Cabo Gerson afirma que destruiu todas as informações dos áudios interceptados: "joguei todas no rio. Infelizmente nunca vão achá-las".

 

16h21 - Ameaça à vida do então governador Pedro Taques era falsa, afirma cabo.

 

16h23 - "PM foi instrumento e errou, mas interesse maior era de Pedro Taques. Somente Janaína Riva era interesse do GAECO", afirma cabo Gerson.

 

17h02 - "Não ganhei nada de benefício. Fiz tudo por lealdade aos meus superiores, em especial ao coronel Lesco", afirma cabo.

 

17h05 - Cinco militares sabiam de escritório clandestino de interceptações.

 

17h30 - Questionado pelo promotor Vinícius, cabo Gerson volta a afirmar que MP e GAECO agiam de forma ilícita há pelo menos sete anos antes do início da grampolândia.

 

 

 

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