Política Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019, 10h:32 | - A | + A

GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Carlos Fávaro afirma que vai processar primos Taques

Ex-vice governador disse que gestão de Pedro Taques não tinha compromisso com o Estado e que atos demonstram mediocridade.

Safira Campos

DA REDAÇÃO

 

Divulgação/Gcom

Carlos Fávaro

 

Diante das revelações feitas pelo coronel da Polícia Militar (PM), Zaqueu Barbosa, na tarde de ontem (16), em depoimento na 11ª Vara do Forum de Cuiabá, o ex-vice-governador do Estado, Carlos Fávaro (PSD), citado no depoimento, afirmou ter ficado consternado ao saber que foi vítima do esquema de escutas ilegais. Segundo Zaqueu, que apresentou proposta de delação premiada, as interceptações teriam sido feitas a mando do ex-governador Pedro Taques (PSDB) e seu primo, ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques. 

Em entrevista à Rádio Capital nesta quarta-feira (17), Fávaro, que atualmente é chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat) em Brasília, afirmou que pretende processar os envolvidos nos grampos, aos quais classificou como atos hediondos de cerceamento de liberdade e privacidade: “certamente vou tomar as providências jurídicas. É necessário que os que praticaram esse ato hediondo paguem. Acredito que as outras pessoas que foram grampeadas ilegalmente devem fazer a mesma coisa”. 

Para o ex-vice governador, o reinterrogatório do coronel traz à tona evidências que justificam o mau desempenho da gestão peessedebista no estado. Para Fávaro, Pedro Taques agiu de forma medíocre: “isso tudo confirma o resultado do governo, que finalizou de forma desastrosa. Cabe uma reflexão sobre o porquê do governo não ter dado certo, por que chegamos ao ponto de tocar no termo renúncia. Pedro Taques não estava preocupado em fazer gestão e em resolver os problemas do estado de Mato Grosso. Ele estava preocupado em ouvir ilegalmente as pessoas de forma medíocre", concluiu. 

 

DEPOIMENTO 

Além de citar Carlos Fávaro como uma dos ouvidos pelas interceptações ilegais, o coronel Zaqueu Barbosa ainda afirmou que foi procurado pelo então candidato Pedro Taques, em 2014, ano eleitoral. A intenção, segundo o coronel, seria ouvir "pessoas que estavam atrapalhando a reta final do pleito". O Coronel ainda afirmou que recebeu R$12 mil de Paulo Taques para compra de equipamento utilizado em grampos.

 

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