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Sexta-Feira, 07 de Maio de 2021, 14h:00 | - A | + A

AVALIAÇÃO PARA 2022

Cotado para Federal, Garcia diz que prioridade do DEM é reeleger Mendes

Presidente regional do DEM ainda comentou sobre articulações para Senado e presidência da República.

Ana Adélia Jácomo

Da Redação

Reprodução

Fabio Garcia

 

O Democratas (DEM) tem como foco principal reeleger o governador Mauro Mendes nas eleições de 2022. Ainda que o chefe do Executivo não tenha declarado publicamente ter este objetivo, o presidente regional da sigla, Fábio Garcia, disse ao PNB Online que a agremiação, contudo, não deu início às articulações por conta da pandemia.

 

"O Democratas está respeitando o momento difícil que as pessoas estão vivendo em nosso estado fruto da pandêmia da covid, com perda de familiares e amigos, perda de emprego, dificuldade econômica e insegurança sobre o futuro. Então, neste momento decidimos que nosso foco seria respeitar este momento e trabalhar para amenizar os efeitos da pandemia. Deixamos sim as eleições para mais tarde em respeito aos mato-grossenses". 

 

Para a formação da chapa majoritária, que envolve o Senado Federal, o presidente disse que o DEM pode indicar os deputados Eduardo Botelho, Dilmar Dal Bosco, a ex-prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos ou o ex-senador Cidinho Santos. No entanto, os diálogos permanecem abertos com os partidos aliados para possível composições. O DEM já tem como senador Jayme Campos, que tem mandato vigente até 2027.

 

“O DEM tem grandes nomes no seu quadro e isso será parte de uma composição política. Nosso projeto, em termos de eleição majoritária, é a reeleição de Mauro Mendes. O Mauro nunca disse que será candidato à reeleição, mas é um projeto que defendo, e temos nomes para compor a chapa, nomes importantes, de envergadura para uma chapa majoritária, mas isso envolve diálogo entre o DEM e os partidos aliados. Agora é muito prematuro”, declarou.

 

Câmara Federal

 

Cotado para ser candidato a deputado federal, Fábio Garcia afirmou que “não depende da política” e que, apesar de estar à disposição do partido, enfatizou que possui atividades empresariais. Ele já rejeitou outras candidaturas pelo mesmo motivo, como para a Prefeitura de Cuiabá, em 2020.

 

“Vou estar à disposição, mas neste momento na verdade precisamos buscar os melhores nomes possíveis. Como eu já disse várias vezes, tenho minha vida fora da política e não dependo da política para viver, portanto, o meu retorno como candidato seria no caso de eu ter condições de contribuir com Mato Grosso. É algo que temos conversado internamento no DEM, mas não tem nada definido”, disse.

 

"O DEM conta com quadros muito qualificados para qualquer cargo das eleições de 2022. Temos os deputados Dilmar e Botelho. Temos a ex-prefeita de Várzea Grande, dona Lucimar Campos, ex-governador Júlio Campos, ex-senador Cidinho, os secretários de Estado como, por exemplo, Gilberto Figueiredo, Beto Machado, Alan Porto, Marcelo Oliveira, Rogério Gallo, Mauro Carvalho, Juliano Jorge, entre outros. Temos também prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e muitas outras lideranças que podem compor as nossas chapas de estadual, federal e senatória".

 

Assembleia Legislativa

 

O DEM possui dois deputados estaduais, e de acordo com o presidente, a expectativa é que Dilmar e Botelho mantenham as vagas. O projeto de reeleição de ambos, segundo ele, é de suma importância para dar governabilidade a Mauro Mendes. Dilmar é líder do governador e Botelho foi presidente da Casa, deixando o cargo apenas após determinação do STF, que considerou ilegal a reeleição na vaga de presidente por mandatos consecutivos. Botelho responde pela primeira-secretaria atualmente.

 

“Espero que sejam reeleitos. São dois grandes nomes, contribuíram muito com Mato Grosso, especialmente nesse mandato do governador Mauro Mendes, tanto Botelho na presidência como o Dilmar na liderança, e com outros deputados. O Estado não estaria tendo as condições de fazer investimentos, como está hoje, sem a ajuda deles”, completou.

 

Presidência da República

 

Nacionalmente, o DEM tem como presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, aliado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contudo, o cenário para apoios à disputa pela presidência da República ainda estaria indefinido. Em Mato Grosso, o governador Mauro Mendes, no curso da pandemia, passou de aliado à oposição, ocupando agora uma posição de neutralidade.

 

Mendes, após diversas críticas a Bolsonaro, tem evitado criar atritos com o presidente e se mantém, segundo ele, focado em trabalhar nas obras de infraestrutura, aumentando suporte à saúde e na busca por vacinas contra a covid-19. "Avalio com erros e acertos. Um governo que tem enfrentado um momento muito difícil que é a pandemia. Mas que não observamos, até o momento, casos de corrupção graves e sistêmicos no governo Bolsonaro. O que é um alento", disse.

 

Sobre a possibilidade do diretório nacional do DEM definir apoio a Bolsonaro, ou decidir liberar seus membros para apoiar qualquer outro candidato, Fábio Garcia preferiu não opinar, alegando que ainda é muito cedo para conjecturar sobre o tema. “Não sabemos porque o cenário pode mudar. E se o Mandetta (ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta -DEM) for candidato?”.

 

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